Guia de Revistas em Estudos Culturais

No sentido de auxiliar na busca por periódicos no campo dos Estudos Culturais, listamos as melhores revistas do ranking da Plataforma Sucupira da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), conforme segue:

Cadernos de Estudos Culturais

https://periodicos.ufms.br/index.php/cadec/index

Fênix: Revista de História e Estudos Culturais

https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix

Revista de Estudos Culturais

https://revistas.usp.br/revistaec/pt_BR

Revista Lusófona de Estudos Culturais

https://rlec.pt/index.php/rlec/pt

Blog chega a 200 mil acessos

por Mário Gaudêncio

É com muito orgulho que informamos que o blog bibnewsbr chegou a 200 mil acessos.

Significa dizer que apesar de ser um blog de nicho, ele tem prestado um importante serviço à sociedade, que é onde informar com zelo, esmero, cuidado e sensibilidade.

Vamos em frente!

O que é comunicação científica?

Por Mário Gaudêncio

Ao passo que a dinâmica da comunicação científica se expande, inúmeras atividades são demandadas e a busca pela qualificação e o comprometimento com a prática editorial se torna cada vez mais evidente, oportuno e necessário.

O processo de comunicação da ciência, após a fase de consolidação do Movimento Internacional Acesso Aberto, provocou nos profissionais que produzem e gerenciam conteúdos, novas posturas.

Face a este processo, e mesmo depois de ter ocorrido um aumento exponencial do número de periódicos e a ampliação quantitativa e qualitativa de livros, utilizando mídias impressas e digitais, a cadeia produtiva no processo de produção de conteúdo científico não poderia se acomodar. Uma série de desafios eram lançados e a comunidade científica deveria oportunizar respostas ágeis e rápidas.

Se por um lado a “filosofia” open access permitiu ampliar o processo de democratização quanto a submissão, acesso, uso e interação à informação, fruto do resultado de investigação científica, por outro, muitas lacunas se expandiam, que em certa medida demoravam para ser solucionados, dentre elas está o reposicionamento profissional, internacionalização de pesquisas, legitimação, transparência e curadoria quanto ao trato de seus conteúdos.

Com este cenário a comunicação científica se deu conta que as suas engrenagens não estavam prontas e consolidadas ao ponto de termos no Brasil uma cadeia forte e cíclica de produção, divulgação e interação em todas as regiões brasileiras.

Isso reflete os dias atuais, onde a realidade conjuntural apresenta um desenvolvimento desigual no Estado, seja por questões políticas ou de percepção para fortalecer a tríade Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento.

Infelizmente, apesar de ser vista a necessidade de uma evolução de longo prazo ao contexto da educação, ciência e tecnologia, o Estado na prática não consegue pensar e executar ações para o Brasil para um período substancial. Vivemos cotidianamente um “efeito sanfona”, ou seja, o investimento de hoje, provavelmente não existirá amanhã. É um cenário difícil para qualquer setor produtivo brasileiro e no caso, também para a campo da comunicação da ciência.

Por isso, ao pensar o processo de comunicação científica, as suas mais diversas facetas e áreas de domínio (campos do conhecimento e disciplinas) devem ser respeitadas. Não existe ambiente melhor ou pior. E isso vale também para àquelas atividades de pequena, média ou alta complexidade. Se antes tínhamos como desafio, encontrar o espaço adequado para publicar um texto, hoje temos desafios políticos e institucionais, além de uma constante busca para promover a qualidade das investigações produzidas por meio de canais de comunicação capazes de potencializar a fidelização, interação e ampliação do alcance no trato científico.

A sociedade da informação, conhecimento, tecnologia e da comunicação entra em um novo estágio global, que o da interação, convergência e curadoria. O quão estamos preparados para favorecer a comunicação científica dentro de um cenário de disputa indiretamente oportunizado pelos canais de comunicação e investigação da ciência? Para ilustrar esta pergunta, talvez uma segunda ajude a responder a primeira: Será que basta dispor de publicações científicas com Qualis, DOI, ORCID, Indexação Internacional, Fator de Impacto e Conselho Editorial, por exemplo, para serem consideradas boas? É possível ir além? Se sim, o que falta?

Talvez se olhamos para “Microfísica do poder” e “Modernidade Líquida” por exemplo, encontremos possíveis soluções para possíveis cenários. Quem sabe se o investigador, na verdade, a pessoa, o ator social for visto de fato como o “centro das atenções”,  com todas as suas especificidades, sem frieza, imediatismo, distanciamento e empoderamento, tenhamos condição de lutar e construir um meio ambiente científico plural, horizontal e aberto.