10 livros de ficção mais vendidos em janeiro de 2022

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.

Seu consumo literário está baseado na lista dos livros mais vendidos?

Então você veio ao lugar certo! Preparados uma lista especial com os 10 livros de ficção mais vendidos no Brasil, em janeiro de 2022.

Veja abaixo o vídeo que produzimos sobre o assunto

Adicionalmente, incluímos um bônus com uma reflexão a partir dos resultados da lista.

Fonte consultada:

Publishnews: https://www.publishnews.com.br

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A Realidade Aumentada e o Mundo dos Livros

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

Hoje estou aqui para falar da Realidade Aumentada no contexto do mundo dos livros.

Não é de hoje que temos visto o mercado editorial passar por crises, que são cada vez mais frequentes. Em certa medida, no Brasil, esse cenário foi aprofundado nos últimos anos pela instabilidade da economia, o avanço das desigualdades sociais e com a pandemia causada pela Covid-19.

Mas mesmo assim, o mercado editorial tem tentado encontrar saídas, mesmo que de certa forma tardia, para inovar e desenvolver novos produtos e experiências. Distintas ideias estão sendo gestadas, como, o debate sobre a Bibliodiversidade, os modelos de financiamento baseados em Crowdfunding, as autopublicações, os audiolivros, as plataformas e mídias sociais para escritores, os clubes de livros, as Editoras Independentes e a Realidade Aumentada, por exemplo.

Do ponto de vista das Tecnologias voltadas ao fazer editorial, vale a pena citar nesta conversa, a Realidade Aumentada, cuja relevância tem sido impulsionada nos últimos anos, em especial, pela popularização do jogo Pokémon GO.

Construir uma experiência de mediação e engajamento por meio da disponibilização de Objetos Digitais em 3D é algo de extrema relevância no sentido de fazer as pessoas emergirem em espaços virtuais de forma natural.

Essa Hiper-realidade, iluminada por o Jean Baudrillard, nos conecta com o novo e o impensável, nos permitindo conhecer mundos inexplorados e soluções inesgotáveis.

O impacto da Realidade Aumentada direcionado ao mundo dos livros já começou a relatar as suas primeiras incursões ao meio literário, como as obras retratadas pela escritora Maranhense, Márcia Marques (veja aqui: https://youtu.be/gTuXqCukTjk).

A Realidade Aumenta além de permitir uma visão para além do que conhecemos, nos coloca na posição de ampliarmos as possibilidades editoriais, seja de mercado, culturais ou educacionais, como também nos possibilita a conquista de novos consumidores, fazendo com que se fortaleça um ambiente rico de acesso e de democratização do conhecimento pelas múltiplas formas de leitura.

Portanto, temos a oportunidade de reposicionar o livro no contexto da História da Cultura Brasileira. O leitor de hoje é conectado, crítico e anseia por inovações. Isso faz com que precisamos estar um passo a frente para oferecer algo que seja atraente, colocando-o em situação êxtase, de prazer, de satisfação para com seus desejos e anseios literários, pois, o livro é antes de qualquer coisa, uma experiência.

Ficou interessado no assunto, assista ao vídeo no nosso Canal, via: https://youtu.be/dTfMa4rmd2M.

Por que devemos assistir ao filme “O Público”

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.

Trouxemos ao blog, as nossas impressões sobre o filme “O Público”, cujo produção cinematográfica apresenta um drama que inquieta os seus espectadores.

Para assistir as nossas impressões sobre o filme, clique aqui:

Aproveite a oportunidade e leia a sinopse do filme, aqui:

O “Público”, retrata uma explosão ártica amarga que chegou ao centro de Cincinnati e às portas da frente da biblioteca pública, onde a ação do filme acontece. Na biblioteca, alguns moradores de rua transformam o prédio em um abrigo para passar a noite. O que começa como um ato de desobediência civil se torna um impasse com a polícia e uma mídia apressada para julgar constantemente especulando sobre o que realmente está acontecendo. Esta história de David versus Golias aborda algumas das questões mais desafiadoras de nossa nação, falta de moradia e doenças mentais e define o drama dentro de um dos últimos bastiões da democracia em ação: sua biblioteca pública.

Vencedores do Prêmio Nobel de Literatura entram em Domínio Público em 2022

O ano de 2022 começa com a inclusão de 2 vencedores do Prêmio Nobel de Literatura na lista dos autores em domínio público. Trata-se do estadunidense Sinclair Lewis e do francês André Gide. Os escritores venceram o Prêmio Nobel de Literatura, respectivamente, em 1930 (para Sinclair Lewis) e 1947 (para André Gide).

Mas, objetivamente, quando uma obra entra em domínio público?

Segundo a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências, a obra de um autor entra em domínio público quando: “Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil” (BRASIL, 1998, online).

Todavia, quando tratamos do Direito Autoral em relação ao Direito Internacional, vale salientar que, os Estados Unidos e da França (países de origem dos escritores supracitados), apesar de serem signatárias do Tratado de Berna e do Acordo TRIPS, existem peculiaridades no Direito de Propriedade Intelectual desses países que precisam ser considerados, em especial, a temporalidade e a flexibilidade que podem limitar a disposição da obra em domínio público, conforme explicita Lopes (2016) com o debate em torno do “domínio público no direito autoral em âmbito internacional”.

Na sua explanação, observamos que foram criados dispositivos que fogem do que está estabelecido nos Tratados Multilaterais, fazendo com que a obra que viria a ser de “domínio público”, possa sofrer “adequações” e tenha o seu Direito de Propriedade Patrimonial prolongado. Assim, o tempo da proteção intelectual inerente ao processo de criação pode vir a ser expandido.

Para mais informações, assista ao vídeo no nosso Canal:

Portanto, é importante acompanhar como os Sucessores dos Autores e o Mercado Editorial irão se comportar diante da questão do Direito de Propriedade. Aos que são amantes da ideia de Democratização do Conhecimento a partir do estabelecimento do Domínio Público, resta torcer e esperar que estas obras possam está mais perto do leitor.

REFERÊNCIAS

LOPES, D. D. Domínio público no direito autoral em âmbito internacional. Jus., maio 2016. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/48738/dominio-publico-no-direito-autoral-em-ambito-internacional. Acesso em: 14 jan. 2022.

MARCHESINI, L. Dois vencedores do Nobel de literatura entram em domínio público. Metropoles, 03 jan. 2022. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/dois-vencedores-do-nobel-de-literatura-entram-em-dominio-publico. Acesso em: 07 jan. 2022.

VERBETE André Gide. Wikipédia, 19 fev. 2021. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Gide. Acesso em: 07 jan. 2022.

VERBETE Sinclair Lewis. Wikipédia, 6 dez. 2021. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinclair_Lewis. Acesso em: 07 jan. 2022.

Ranking dos livros mais vendidos de 2021

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.

O Projeto @bibnewsbr apresentou em seu Canal no YouTube, os 10 Livros Mais Vendidos de 2021 que compõem a Lista Geral.

Para assistir, clique no vídeo a seguir:

Fonte: Adaptado de https://www.publishnews.com.br

Na lista, temos:

  1. Mais esperto que o diabo (Napoleon Hill), publicado pela Citadel
  2. O poder da autorresponsabilidade (Paulo Vieira), publicado pela Gente
  3. Mindset milionário (José Roberto Marques), publicado pela Buzz
  4. Torto arado (Itamar Vieira Junior), publicado pela Todavia
  5. Mulheres que correm com os lobos (Clarissa Pinkola Estes), publicado pela Rocco
  6. Do mil ao milhão (Thiago Nigro), publicado pela HarperCollins
  7. Vermelho, branco e sangue azul (Casey McQuiston), publicado pela Seguinte
  8. A garota do lago (Charlie Donlea), publicado pela Faro Editorial
  9. Pai rico, pai pobre (Robert T. Kiyosak), publicado pela Alta Books Editora
  10. Mentirosos (E. Lockhart), publicado pela Seguinte

Para conhecer a lista completa das obras, acesse o Portal PublishNews.

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Jiboia leitora

por Mário Gaudêncio

Naquela penumbra de final de tarde,
momento que os livros iniciavam um repentino descanso literário
e as estantes tendiam a ficar menos ouriçadas,
algo parecia estar fora daquele ritmo que principiava a calmaria...
era algo inesperado que ali apareceria!

Em todo aquele acervo de 1 milhão de livros,
avistávamos a frente... no final do corredor, 
na classe de literatura, algo estranho, estarrecedor.

As pessoas que ali estavam, aparentemente calmas,
na prática, se comportavam com apreensão e ansiedade.
Havia um balanço constante que ninguém imaginara o que seria.

Cada vez mais encucados, estávamos.
Alguns poucos aventureiros se arvoraram a se aproximar
pelo lado oposto da coleção a que presenciávamos aquele balanço marítimo.

Era um caminhar ritmado e silencioso...
De repente, cai! Uma grande pancada! 
Era o livro "A Biblioteca" de Lima Barreto.
Na sequência, vai ao chão, "Libertinagem" de Manoel Bandeira.
Um segundo de calmaria e...
Esmaece "A Hora Azul do Silêncio" do poeta Marcos Ferreira.

Não dava mais para ter medo! 
Já estávamos indignados!
Quem ousaria derrubar tais belezas literárias?

A chateação se mistura ao medo e a curiosidade,
Mesmo assim, nós tínhamos que arranjar uma forma de se aproximar.
Não podíamos mais esperar.

Chegamos a dois metros de distância
daquela coisa que nos deixara inquietos.
Ao olhar atentamente,
não acreditamos no que se apresentara
as novas enganosas pupilas cansadas.

Olhamos uma para outra...
As únicas corajosas remanescentes 
[daquele bonde,
as escolhidas "dedocraticamente" para resolver aquela querela.

Seria verdade o que avistávamos?
ou teria sido algo fabricado pela "Revolução dos Bichos" de George Orwell?

Disso nunca saberemos,
mas o que acabamos tendo certeza,
era que entre todos aqueles livros de literatura,
estava uma Jiboia Leitora,
que por cansada de ler,
tirou alguns segundinhos para dar uma pequena e agitada cochilada.
Naquela penumbra de final de tarde,
momento que os livros iniciavam um repentino descanso literário
e as estantes tendiam a ficar menos ouriçadas,
algo parecia estar fora daquele ritmo que principiava a calmaria...
era algo inesperado que ali apareceria!

Em todo aquele acervo de 1 milhão de livros,
avistávamos a frente... no final do corredor, 
na classe de literatura, algo estranho, estarrecedor.

As pessoas que ali estavam, aparentemente calmas,
na prática, se comportavam com apreensão e ansiedade.
Havia um balanço constante que ninguém imaginara o que seria.

Cada vez mais encucados, estávamos.
Alguns poucos aventureiros se arvoraram a se aproximar
pelo lado oposto da coleção a que presenciávamos aquele balanço marítimo.

Era um caminhar ritmado e silencioso...
De repente, cai! Uma grande pancada! 
Era o livro "A Biblioteca" de Lima Barreto.
Na sequência, vai ao chão, "Libertinagem" de Manoel Bandeira.
Um segundo de calmaria e...
Esmaece "A Hora Azul do Silêncio" do poeta Marcos Ferreira.

Não dava mais para ter medo! 
Já estávamos indignados!
Quem ousaria derrubar tais belezas literárias?

A chateação se mistura ao medo e a curiosidade,
Mesmo assim, nós tínhamos que arranjar uma forma de se aproximar.
Não podíamos mais esperar.

Chegamos a dois metros de distância
daquela coisa que nos deixara inquietos.
Ao olhar atentamente,
não acreditamos no que se apresentara
as novas enganosas pupilas cansadas.

Olhamos uma para outra...
As únicas corajosas remanescentes 
[daquele bonde,
as escolhidas "dedocraticamente" para resolver aquela querela.

Seria verdade o que avistávamos?
ou teria sido algo fabricado pela "Revolução dos Bichos" de George Orwell?

Disso nunca saberemos,
mas o que acabamos tendo certeza,
era que entre todos aqueles livros de literatura,
estava uma Jiboia Leitora,
que por cansada de ler,
tirou alguns segundinhos para dar uma pequena e agitada cochilada.
Naquela penumbra de final de tarde,
momento que os livros iniciavam um repentino descanso literário
e as estantes tendiam a ficar menos ouriçadas,
algo parecia estar fora daquele ritmo que principiava a calmaria...
era algo inesperado que ali apareceria!

Em todo aquele acervo de 1 milhão de livros,
avistávamos a frente... no final do corredor, 
na classe de literatura, algo estranho, estarrecedor.

As pessoas que ali estavam, aparentemente calmas,
na prática, se comportavam com apreensão e ansiedade.
Havia um balanço constante que ninguém imaginara o que seria.

Cada vez mais encucados, estávamos.
Alguns poucos aventureiros se arvoraram a se aproximar
pelo lado oposto da coleção a que presenciávamos aquele balanço marítimo.

Era um caminhar ritmado e silencioso...
De repente, cai! Uma grande pancada! 
Era o livro "A Biblioteca" de Lima Barreto.
Na sequência, vai ao chão, "Libertinagem" de Manoel Bandeira.
Um segundo de calmaria e...
Esmaece "A Hora Azul do Silêncio" do poeta Marcos Ferreira.

Não dava mais para ter medo! 
Já estávamos indignados!
Quem ousaria derrubar tais belezas literárias?

A chateação se mistura ao medo e a curiosidade,
Mesmo assim, nós tínhamos que arranjar uma forma de se aproximar.
Não podíamos mais esperar.

Chegamos a dois metros de distância
daquela coisa que nos deixara inquietos.
Ao olhar atentamente,
não acreditamos no que se apresentara
as novas enganosas pupilas cansadas.

Olhamos uma para outra...
As únicas corajosas remanescentes 
[daquele bonde,
as escolhidas "dedocraticamente" para resolver aquela querela.

Seria verdade o que avistávamos?
ou teria sido algo fabricado pela "Revolução dos Bichos" de George Orwell?

Disso nunca saberemos,
mas o que acabamos tendo certeza,
era que entre todos aqueles livros de literatura,
estava uma Jiboia Leitora,
que por cansada de ler,
tirou alguns segundinhos para dar uma pequena e agitada cochilada.
Naquela penumbra de final de tarde,
momento que os livros iniciavam um repentino descanso literário
e as estantes tendiam a ficar menos ouriçadas,
algo parecia estar fora daquele ritmo que principiava a calmaria...
era algo inesperado que ali apareceria!

Em todo aquele acervo de 1 milhão de livros,
avistávamos a frente... no final do corredor, 
na classe de literatura, algo estranho, estarrecedor.

As pessoas que ali estavam, aparentemente calmas,
na prática, se comportavam com apreensão e ansiedade.
Havia um balanço constante que ninguém imaginara o que seria.

Cada vez mais encucados, estávamos.
Alguns poucos aventureiros se arvoraram a se aproximar
pelo lado oposto da coleção a que presenciávamos aquele balanço marítimo.

Era um caminhar ritmado e silencioso...
De repente, cai! Uma grande pancada! 
Era o livro "A Biblioteca" de Lima Barreto.
Na sequência, vai ao chão, "Libertinagem" de Manoel Bandeira.
Um segundo de calmaria e...
Esmaece "A Hora Azul do Silêncio" do poeta Marcos Ferreira.

Não dava mais para ter medo! 
Já estávamos indignados!
Quem ousaria derrubar tais belezas literárias?

A chateação se mistura ao medo e a curiosidade,
Mesmo assim, nós tínhamos que arranjar uma forma de se aproximar.
Não podíamos mais esperar.

Chegamos a dois metros de distância
daquela coisa que nos deixara inquietos.
Ao olhar atentamente,
não acreditamos no que se apresentara
as novas enganosas pupilas cansadas.

Olhamos uma para outra...
As únicas corajosas remanescentes 
[daquele bonde,
as escolhidas "dedocraticamente" para resolver aquela querela.

Seria verdade o que avistávamos?
ou teria sido algo fabricado pela "Revolução dos Bichos" de George Orwell?

Disso nunca saberemos,
mas o que acabamos tendo certeza,
era que entre todos aqueles livros de literatura,
estava uma Jiboia Leitora,
que por cansada de ler,
tirou alguns segundinhos para dar uma pequena e agitada cochilada.