Importância do marketing de experiência

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

O marketing ao longo da história tem evoluído e permitido avançar em diálogo com o avanço da sociedade e de suas transformações, como retratado na obra marketing 5.0, escrito por Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan (2021).

Nessa linha de pensamento, se estabelece o marketing de experiências, fazendo com que os pontos de vendas sejam ressignificados profundamente e se tornado novas propostas de valores.
A sociedade e os espaços de consumos, não são mais meros depositantes de mercadorias. Ao contrário, com a evolução tecnológica e a ampliação do nível de exigência do consumidor, é cada vez comum ver no cliente, um ser interagente e vigilante, seja em espaço online ou offline.

O consumidor quer participar diretamente das atividades da empresa. Ele quer fazer parte, ser ouvido. Mas para que ele se sinta porta-voz do negócio, a empresa precisa entendê-lo e oferecer a satisfação necessária para a solução do seu problema.

Viver a experiência é uma maneira de dialogar com o consumidor. Além dos casos aqui levantados, como os apresentados por Almeida e Evangelista (2024), outros são emblemáticos e que poderiam ser mencionados para responder o problema elencado na questão inerente.

Quando visitamos a serra gaúcha, queremos viver a experiência de saborear vinhos, queijos e chocolates, por exemplo; se vamos ao emblemático estádio de futebol Santiago Bernabeu em Madri, queremos fazer um tour pelo lugar; se vamos ao lançamento de um livro, queremos conversar com o autor.
Mas não é só isso, o resultado é que após visitar plantações de videiras, compramos vinho; após o tour no estádio; compramos a camisa e o ingresso para assistir a uma partida internacional; e ao vivenciar o lançamento do livro, compramos a obra para levar um autógrafo.

Às vezes, nem consumimos por necessidade, mas pelo contexto, pelo momento. Fomos induzidos em muitos casos pelo que os cinco sentidos e o neuromarketing possibilitou. Gatilhos neurais foram ativados e induziram a consumir pelo simples que os valores simbólicos estabelecidos e de apelo de valores, como, como “serra gaúcha”, “maior time do mundo” e o autor “best-seller”, mexeram com as nossas capacidades cognitivas, não só passando a ideia de acesso a produtos de excelência ou em certa medida de momentos exclusivos, mas porque o inconsciente foi provocado e induzido a realização ou satisfação de um desejo.

Diante disso, surge o dilema ao mundo corporativo, como gerar valor a partir das experiências? As leituras (Almeida; Evangelista, 2024) nos mostram que é preciso agregar valor e fazer diferente ou ressignificar a maneira de fazer.

A exemplo disso, está o caso das livrarias, que vivem uma crise no mercado editorial. Como atrair e diversificar? Como gerar experiência? Além de ser necessário conhecer a persona com profundidade, veem-se que as experiências exitosas dos últimos anos são aquelas que o local não
é apenas para vender livros. Elas estão se metamorfoseando e se se transformando em espaços multifuncionais. São livros para além dos livros! Ela, além de comercializar literatura, promovem lançamentos de obras, oficinas de escrita criativa, oficinas de artes, rodas de conversas e clubes de livros. São também cafés, bares, papelarias e editoras. As livrarias estão se gourmetizando e se adequando ao que os consumidores de fato querem encontrar em um negócio desse porte, ou seja: cultura, aconchego e entretenimento.

Portanto, é extremamente salutar e positiva as empresas favoreçam a incorporação de valores que aliem as suas filosofias e práticas de mercado ao marketing de experiências. Mas para tanto, é preciso que o marketing de experiências, seja bem planejado e executado.

O marketing de experiência tem potencial para ser uma grande opção estratégica para o empreendimento, além de se revelar como uma ação de custo-benefício eficiente que uma empresa terá, especialmente porque os grandes embaixadores da marca serão ao mesmo tempo, consumidores e clientes.

Referências

Almeida, F.; Evangelista, J. L. Experiências nas relações de consumo. São Paulo: Ânima, 2024.
Kotler, P.; Kartajaya, H.; Iwan Setiawan, I. Marketing 5.0: tecnologia para a humanidade. Rio de Janeiro: Sextante, 2021.

Fronteiras da inclusão escolar

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

Sra. Fulana

Diretora da Escola Beltrana

Venho por meio deste, pedir esclarecimentos sobre política de preços escolares adotada para o ano de 2024, em especial para o aluno Sicrano, aluno do nível 5, da educação infantil.

Minha solicitação se baseia na devolutiva recebida por minha esposa, feita pela senhora em uma reunião informal ocorrida no último dia 24/11/2023 e acompanhada pela secretária e coordenadora pedagógica do fundamental de 1º ciclo escolar, onde foi exposto pela senhora que meu filho, não seria incluído na política de descontos promovida pela gestão escolar porque seria necessário um acréscimo financeiro nas suas despesas, por ser uma Pessoa com Deficiência e carecer de material didático adaptado.

Contudo, para estabelecermos um diálogo diplomático e profícuo, acredito ser relevante pontuar algumas questões:

  1. Sobre os valores atribuídos: a tabela repassada trata de um aumento de 31%. Vê-se que é um valor demasiadamente acima do que está sendo estabelecido nacionalmente para reajustes escolares. Para corroborar com esta assertiva e linha de pensamento, trago as reportagens da Agência Brasil (2023), O Globo (2023) e Terra (2023), onde os relevantes portais de comunicação informam que as mensalidades escolares deverão ter um aumento, em média, de 9,4%. Vale lembrar que as mensalidades escolares são indexadas (Agência Brasil, 2023) conforme os “Índice de Preços no Consumidor (IPCA) e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M)”.
  2. Sobre os materiais adaptados: Na reunião, cuja data foi sinalizada acima, foi mencionado que Benjamin precisaria de material adaptado e, consequentemente, um valor adicional para a produção do mesmo. Todavia, é sabido pelo ambiente escolar, que o aluno supracitado, tem recebido adaptações mínimas, que se comparado ao que se busca cobrar para o ano vindouro, estas não encontrariam bases legais para um aumento de 31% da mensalidade. Por último, é salutar observar que na Lei nº 13.146, de 6 de Julho de 2015, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência  (Brasil, 2015, grifo nosso), o caput IV (do Direito à Educação), parágrafo 1º, sinaliza que “Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, aplica-se obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III, V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste artigo, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações”.

Diante do exposto, solicito por gentileza, à nobre instituição escolar e a senhora, dileta diretora, um acordo no qual se adote como reajuste escolar, o que está previsto pelos IPCA e o IGP-M para o período, que é de 9,4%, assim como, que as atividades adaptadas indicadas com o suporte das professoras titular, auxiliar e da equipe multidisciplinar, sejam estabelecidas pelo que preconiza o Plano Educacional Individualizado (PEI), aqui observado por Barbosa e Carvalho (2019), e cumpridas operacionalmente a partir do valor definido pelo percentual expresso nos indicadores econômicos, supramencionados.

Desde já, fico grato pela atenção e disponível para tratar do assunto oportunamente.

At.te,

Pai do aluno atípico

Fontes Consultadas

BARBOSA, V. B.; CARVALHO, M. P. Conhecimentos necessários para elaborar o Plano Educacional Individualizado – PEI. 2019. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudoeste de Minas Gerais, Campus Rio Pomba, Rio Pomba, 2019. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/570204/2/Produto%20Educacional.pdf. Acesso em: 30 nov. 2023.

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de Julho de 2015.

Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 30 nov. 2023.

BRETAS, P. Mensalidade escolar vai subir acima da inflação em 2024. O Globo, 29 nov. 2023. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2023/11/29/mensalidades-escolares-pesarao-mais-no-bolso-das-familias-em-2024-alta-vai-superar-9percent.ghtml. Acesso em: 30 nov. 2023.

MENSALIDADE escolar irá subir 9,4% em 2024, indica levantamento. Terra, 29 nov. 2023. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/mensalidade-escolar-ira-subir-94-em-2024-indica-levantamento,52460552a1f0cd12364e2f98a3ea0815pwhzldum.html. Acesso em: 30 nov. 2023.

TOKAMIA, M. Escolas particulares terão um reajuste médio de 9% em 2024, Agência Brasil, 24 set. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2023-09/escolas-particulares-terao-um-reajuste-medio-de-9-em-2024. Acesso em: 30 nov. 2023.

*Foto da capa do post: Adobe Firefly e IA Generativa.

O que é crowdfunding

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

Em um país desigual como o Brasil, em todas as suas dimensões, para que “toquemos sonhos” e viabilizemos projetos, requer essencialmente uma base econômica singular que permita a concretização do mesmo. É sabido que não é uma tarefa fácil idealizar e concretizar projetos pessoais ou coletivos, principalmente quando as iniciativas de Estado são incipientes.

Então como fazer? Como viabilizar projetos, se a pessoa não tem recursos particulares ou incentivo governamental? A resposta é simples! O caminho é o Financiamento coletivo, cujo modelo

[…] consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. O termo é muitas vezes usado para descrever especificamente ações na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para artistas, jornalismo cidadão, pequenos negócios e empresas emergentes, campanhas políticas, iniciativas de software livre, filantropia e ajuda a regiões atingidas por desastres, entre outros.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Financiamento_coletivo

Para citar alguns desses espaços, temos:

Apoia.se

Somos uma plataforma que viabiliza a sustentabilidade financeira de fazeres criativos e causas através do Financiamento Coletivo.

https://apoia.se

Taxa: 13%

Benfeitoria

A Benfeitoria é uma plataforma de mobilização de recursos para projetos de impacto cultural, social, econômico e ambiental.

https://benfeitoria.com

Taxa: Vaquinhas simples: 4,5% (taxa operação) + 2% de co-missão (opcional); Campanhas com recompensas: 4,5% (taxa operação) + 6.5% de co-missão (opcional); Assinaturas: 4,9% (taxa operação) + 8% de co-missão (opcional).

Catarse.me

Nascemos para incentivar a criatividade, a arte, o ativismo, a ciência e o empreendedorismo. Gostamos de projetos que trazem novas perspectivas, são disruptivos, geram diversidade e promovem debates saudáveis para a sociedade.

https://www.catarse.me

Taxa: 13%

Vakinha

Amplamente utilizado para vaquinhas de casamento, ajuda para animais, solidariedade, vaquinhas para educação, e inúmeros outros fins, a plataforma continua crescendo de forma rápida e sendo adotada para novos tipos de vaquinhas.

https://www.vakinha.com.br

Taxa: 6,4% + R$ 0,50. Além disso, há uma tarifa de R$ 5,00 quando você realizar o saque da sua arrecadação para sua conta bancária.

Bem, mais o que isso tem haver com o mercado e a produção editorial?

Não é de hoje que sabemos o quão é difícil realizar o sonho de publicar um livro, seja em função do modelo editorial vigente (abre pouco espaço a novos autores), dos custos operacionais para publicação ou do alto investimento humano e tecnológico envolvido.

Dito isso, o Financiamento Coletivo ou Crowdfunding surge como uma importante alternativa para apoiar o processo de viabilização de projetos, dentre eles o livro.

O Crowdfunding torna-se uma ferramenta mediadora para viabilizar o financiamento da edição editorial, mas evidentemente que sozinho, este modelo não é capaz de sanar todos os gargalos do fazer editorial, especialmente quando trazemos ao centro do debate o autor independente.

Além do Financiamento Coletivo, em si, o escritor precisa enfrentar outros tantos desafios, como a gestão editorial, o marketing, a distribuição e a venda, por exemplo, mas esse é mote para uma posterior discussão. Todavia, o se bem planejado é executado, poderá contribuir para um resultado final que valorize todas as etapas editoriais, essencialmente porque os custos envolvidos, poderão ser reduzidos ou suprimidos em sua plenitude.

Portanto, quando se pensa no Financiamento Coletivo ou Crowdfunding, é no sentido de permitir que projetos sem espaço no “mundo” que vislumbra o retorno econômico imediato, possam ser implementados através do seus nichos consumidores e da persona identificada, que o valoriza e o recepciona como proposta de alto valor agregado.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

Crowdfunding – O que é e como funciona? [clique aqui]

Como arrecadar com sucesso no crowdfunding? (Metodologia PIPA – Parte 1) [clique aqui]

Como arrecadar com sucesso no crowdfunding? (Metodologia PIPA – Parte 2) [clique aqui]

Como tirar ideias do papel com Crowdfunding? [clique aqui]

Quando a “Sociedade da Informação” é soterrada pela Exclusão Social

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

O debate no STJ, hoje, sobre o Rol Taxativo da ANS que limita o acesso à Saúde Suplementar para diversos procedimentos e tratamentos mostrou que a justiça tem lado, o capital.

O Brasil mostrou hoje, mais uma vez, que é o país das exclusões! Ganhou o #lobby e o #capital

Perderam as milhares de famílias que precisam de procedimentos de saúde que o #sus tem limitações para atender.

Ficamos à mercê da própria sorte, pois essa “justiça” aí é da INJUSTIÇA!

Somos obrigados a viver no país da humilhação, do abandono e da maldade.

A cada dia que passa, fica mais nítido que as pessoas não importam, que é mais valoroso ao Estado, que o #capital subverta e roube de nós, todos os dias, o pouco que conquistamos, enquanto eles especulam como devemos sofrer e morrer, porque vida, se é que existe, não nos pertence.

Se antes os serviços já eram entregues com descuido, para dizer mínimo, imagine agora!

Milhares de vidas terão o seu desenvolvimento comprometidos por causa de uma decisão que não considera os sofrimentos familiares, mas sim, os pseudo impactos dos lucros que os empresários da #saudesuplentar poderiam sofrer.

Outro dia eu disse que muitas pessoas iriam sair piores desse pandemia, não acreditaram. Está aí uma prova: a força do capital, mais uma vez esmagou o seu povo, deixando-o ainda mais dilacerado e doente.

Presença do Bibliotecário no Mercado Editorial

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

O mercado editorial aos longo das últimas décadas tem passado por diversas transformações, que de certa maneira, são mudanças antagônicas, pois, por um lado observamos cenários de retrações quanto ao contexto das livrarias e fragilização das bibliotecas públicas, por outro, temos a expansão de modelos de negócios editoriais.

Essa crise, com a qual muitos especialistas tem retratado, não reflete apenas retração. Ela também gerou um movimento de geração de espaços capazes de incorporar novas perspectivas de trabalho e de atuação para distintas formações.

Neste sentido, o profissional da informação, o bibliotecário, em especial, começou a perceber que iniciara no Brasil, uma abertura, uma recepção aos conhecimentos biblioteconômicos, favorável e positiva, que em outro momento, até certo ponto, seria limitado a tarefas convencionais do Campo.

Tarefas como Classificar, Catalogar e Normalizar, continuam sendo relevantes, todavia, as novas demandas do mercado editorial, tem apresentado ao bibliotecário oportunidades singulares de atuação. Ao seu papel clássico, outras práticas, outras atividades são potencialmente adicionadas, fazendo com que o seu papel se expanda e se fortaleça a partir de especializações, como a de:

  1. Analista de Performance (Marketing)
    • Responsável pela estratégia digital, na qual as ações são efetivadas com base no desempenho da campanha, anúncio ou quando a conversão desejada ocorre. Tal conversão, definida antes da veiculação das campanhas, pode ser uma venda, a geração de um lead ou o engajamento do público-alvo, por exemplo.
  2. Criador de Conteúdo
    • Responsável pela contribuição das informações para qualquer mídia e, principalmente, para a mídia digital. Eles geralmente têm como alvo um usuário/ público-alvo específico em contextos específicos.
  3. Curador de Conteúdo
    • Responsável pelo processo de organização de conteúdos, selecionando os que mais interessam para o seu público. Isso inclui diferentes formatos, como texto, vídeo, áudio, dentre outros.
  4. Curador Digital
    • Responsável em manter, preservar e agregar valor aos dados de pesquisa digital ao longo de seu ciclo de vida. A gestão ativa dos dados da pesquisa reduz as ameaças ao seu valor de pesquisa a longo prazo e mitiga o risco de obsolescência digital.
  5. Designer UI/UX
    • Responsável pela experiência e navegação dos usuários em multiplataformas como websites e aplicações mobile.
  6. Editor Executivo
    • Responsável por uma editora ou pelo conteúdo de um jornal, livro de uma revista ou de um outro meio de comunicação.
  7. Gestor de Plataformas Editoriais (OJS/OMP/DSPACE)
    • Responsável pela gestão da plataforma por meio de softwares de código aberto com vistas a permitir a mediação de pesquisas para melhorar a qualidade e o alcance da publicação acadêmica.
  8. Indexador (Objetos Digitais)
    • Responsável por definir as estratégias e técnicas de Representação da Informação capazes de assegurar a recuperação de qualquer documento ou informação no momento em que um usuário busca um assunto em um sistema de informação.
  9. Produtor Editorial
    • A tarefa do profissional é desenvolver e coordenar projetos editoriais, nas mídias impressa e digital. Dentro de cada uma, o profissional atua em várias etapas do processo de edição – da seleção de originais à produção gráfica, da consultoria de tendências editoriais à revisão de um produto.
  10. Analista SEO (Search Engine Optimization ou Otimização de Mecanismos de Busca)
    • Para ter uma estratégia de sucesso em marketing de conteúdo você precisa saber como gerar visitas (tráfego) a partir dos motores de busca. De modo geral, o Analista de SEO possui 4 funções principais: 1) Pesquisa de palavras-chave; 2) SEO on-page; 3) SEO off-page; 4) Análise de métricas.

Você pode se perguntar, mais essas atividades não são inerentes a outras áreas? Sim, e Não. São interdisciplinares. São Campos aproximativos da Biblioteconomia, que de alguma forma já são tratados no escopo das Escolas de Biblioteconomia do Brasil. Percebe-se nesse contexto, que o Bibliotecário, até pela sua peculiar formação, se aproxima de maneira singular a estas áreas elencadas.

Com a explosão dos podcasts, videocasts, audiolivros, e-books, revistas digitais e das comunidades de criação e produção de conteúdos digitais em mídias sociais, como os feitos por um tiktoker, instagramer ou youtuber, a presença do profissional bibliotecário é cada vez mais relevante.

Mas é importante pensar que a sua atuação, independente do meio, deve ser pautada pelo princípio da Bibliodiversidade, ou seja, de valorizar dentro do Ecossistema do Conhecimento, todas tipologias de agentes, de formas, expressões socioculturais, conteúdos, distribuição e das línguas dos países do Sul.

Para mais detalhes, assista ao vídeo disponível em nosso Canal: https://youtu.be/aOVV3FTu2FA.

Portanto, ao adentrar a academia ou estar prestes a entrar no mercado de trabalho, é salutar pensar que o mundo editorial, é um caminho real de absorção mercadológica, podendo permitir ao profissional bibliotecário, experiências inigualáveis de Gestão, Organização e Mediação de Conteúdos.

Vamos “abrir o coração” e “expandir a mente” para que consigamos se adaptar as atuais demandas do Ecossistema do Conhecimento.

O que é o SciELO Livros

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

O Ecossistema dos livros, ao longo da história, tem passado por diversas transformações e produzido distintas experiências.

Em meio a este cenário, surgiu em 2012, o SciELO Livros, cuja experiência se apresentava considerando e aproveitando todo o knowhall e a expertise das práticas exitosas da Rede SciELO Periódicos, que já desfrutava ser um projeto de ampla envergadura e robustez direcionado ao Campo Científico.

O ScieLO Livros surge como uma proposta singular e estratégica para o mercado editorial, especialmente por que em sua estrutura, está a capacidade de integrar, mediar e democratizar o conhecimento oriundo de sua rede Latino-americana de parceiros.

Diante disso, destacamos 10 pontos que julgamos relevantes, a saber:

  1. Faz parte do ecossistema do livro a 10 anos
  2. Integrante de uma das maiores e mais importantes Redes da América Latina e do Caribe, que é o SciELO
  3. Valoriza o Movimento Internacional Acesso Aberto
  4. Oferta as obras de grande relevância disponíveis nos catálogos das editoras parceiras
  5. Contribui com a Bibliodiversidade
  6. Disponibiliza o acesso por meio de arquivos em formato .pdf e .epub
  7. Livros indexados e presentes em importantes marketplaces do Brasil
  8. Aceitação e Legitimação Científica
  9. Permite acesso a conteúdos multilíngues (Português, Espanhol e Inglês)
  10. Opera os Objetos Digitais valorizando os processos de Disponibilidade e Interoperabilidade

Para ter acesso a mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo abaixo em nosso Canal: https://youtu.be/fGKiKHjZ6QY.

Conheça o SciELO Livros: https://books.scielo.org