Entrevista Dra. Robéria Andrade (UFAL)

A Profa. Robéria Andrade, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), nos concedeu uma entrevista para tratar da temática dos “Livros digitais na América Latina”.

Este tema é derivado da sua tese, que teve como título “Perspectivas da publicação de livros em formato digital pelas editoras universitárias na América Latina”, sendo defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 2020.

Para assistir a entrevista, clique abaixo:

Esta entrevista, usou como eixo norteador, o seguinte texto:

ANDRADE, R. L. V. Perspectivas da publicação de livros em formato digital pelas editoras universitárias na América Latina. 2020. (Tese) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/18133. Acesso em: 15 mar. 2022.

bibnewsbr realiza webinário sobre Bibliotecas Virtuais

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.

O Canal bibnewsbr realiza nesta sexta-feira (18/03/2022), a partir das 9:00, um Webinário com a temática “Bibliotecas Virtuais”.

Para discorrer sobre essa temática, convidamos a Bibliotecária Mestra, Keina Cristina S. S. e Silva, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

O evento receberá Inscrições e emitirá Certificados pela Plataforma Sympla, clique aqui.

Quanto a transmissão ao vivo, ocorre pelo nosso Canal no YouTube, clique aqui.

Em caso de dúvida, entre em contato por bibnewsbr@gmail.com. Aproveite a oportunidade e siga as mídias sociais @bibnewsbr, conforme vemos:

Presença do Bibliotecário no Mercado Editorial

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

O mercado editorial aos longo das últimas décadas tem passado por diversas transformações, que de certa maneira, são mudanças antagônicas, pois, por um lado observamos cenários de retrações quanto ao contexto das livrarias e fragilização das bibliotecas públicas, por outro, temos a expansão de modelos de negócios editoriais.

Essa crise, com a qual muitos especialistas tem retratado, não reflete apenas retração. Ela também gerou um movimento de geração de espaços capazes de incorporar novas perspectivas de trabalho e de atuação para distintas formações.

Neste sentido, o profissional da informação, o bibliotecário, em especial, começou a perceber que iniciara no Brasil, uma abertura, uma recepção aos conhecimentos biblioteconômicos, favorável e positiva, que em outro momento, até certo ponto, seria limitado a tarefas convencionais do Campo.

Tarefas como Classificar, Catalogar e Normalizar, continuam sendo relevantes, todavia, as novas demandas do mercado editorial, tem apresentado ao bibliotecário oportunidades singulares de atuação. Ao seu papel clássico, outras práticas, outras atividades são potencialmente adicionadas, fazendo com que o seu papel se expanda e se fortaleça a partir de especializações, como a de:

  1. Analista de Performance (Marketing)
    • Responsável pela estratégia digital, na qual as ações são efetivadas com base no desempenho da campanha, anúncio ou quando a conversão desejada ocorre. Tal conversão, definida antes da veiculação das campanhas, pode ser uma venda, a geração de um lead ou o engajamento do público-alvo, por exemplo.
  2. Criador de Conteúdo
    • Responsável pela contribuição das informações para qualquer mídia e, principalmente, para a mídia digital. Eles geralmente têm como alvo um usuário/ público-alvo específico em contextos específicos.
  3. Curador de Conteúdo
    • Responsável pelo processo de organização de conteúdos, selecionando os que mais interessam para o seu público. Isso inclui diferentes formatos, como texto, vídeo, áudio, dentre outros.
  4. Curador Digital
    • Responsável em manter, preservar e agregar valor aos dados de pesquisa digital ao longo de seu ciclo de vida. A gestão ativa dos dados da pesquisa reduz as ameaças ao seu valor de pesquisa a longo prazo e mitiga o risco de obsolescência digital.
  5. Designer UI/UX
    • Responsável pela experiência e navegação dos usuários em multiplataformas como websites e aplicações mobile.
  6. Editor Executivo
    • Responsável por uma editora ou pelo conteúdo de um jornal, livro de uma revista ou de um outro meio de comunicação.
  7. Gestor de Plataformas Editoriais (OJS/OMP/DSPACE)
    • Responsável pela gestão da plataforma por meio de softwares de código aberto com vistas a permitir a mediação de pesquisas para melhorar a qualidade e o alcance da publicação acadêmica.
  8. Indexador (Objetos Digitais)
    • Responsável por definir as estratégias e técnicas de Representação da Informação capazes de assegurar a recuperação de qualquer documento ou informação no momento em que um usuário busca um assunto em um sistema de informação.
  9. Produtor Editorial
    • A tarefa do profissional é desenvolver e coordenar projetos editoriais, nas mídias impressa e digital. Dentro de cada uma, o profissional atua em várias etapas do processo de edição – da seleção de originais à produção gráfica, da consultoria de tendências editoriais à revisão de um produto.
  10. Analista SEO (Search Engine Optimization ou Otimização de Mecanismos de Busca)
    • Para ter uma estratégia de sucesso em marketing de conteúdo você precisa saber como gerar visitas (tráfego) a partir dos motores de busca. De modo geral, o Analista de SEO possui 4 funções principais: 1) Pesquisa de palavras-chave; 2) SEO on-page; 3) SEO off-page; 4) Análise de métricas.

Você pode se perguntar, mais essas atividades não são inerentes a outras áreas? Sim, e Não. São interdisciplinares. São Campos aproximativos da Biblioteconomia, que de alguma forma já são tratados no escopo das Escolas de Biblioteconomia do Brasil. Percebe-se nesse contexto, que o Bibliotecário, até pela sua peculiar formação, se aproxima de maneira singular a estas áreas elencadas.

Com a explosão dos podcasts, videocasts, audiolivros, e-books, revistas digitais e das comunidades de criação e produção de conteúdos digitais em mídias sociais, como os feitos por um tiktoker, instagramer ou youtuber, a presença do profissional bibliotecário é cada vez mais relevante.

Mas é importante pensar que a sua atuação, independente do meio, deve ser pautada pelo princípio da Bibliodiversidade, ou seja, de valorizar dentro do Ecossistema do Conhecimento, todas tipologias de agentes, de formas, expressões socioculturais, conteúdos, distribuição e das línguas dos países do Sul.

Para mais detalhes, assista ao vídeo disponível em nosso Canal: https://youtu.be/aOVV3FTu2FA.

Portanto, ao adentrar a academia ou estar prestes a entrar no mercado de trabalho, é salutar pensar que o mundo editorial, é um caminho real de absorção mercadológica, podendo permitir ao profissional bibliotecário, experiências inigualáveis de Gestão, Organização e Mediação de Conteúdos.

Vamos “abrir o coração” e “expandir a mente” para que consigamos se adaptar as atuais demandas do Ecossistema do Conhecimento.

O que é o SciELO Livros

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

O Ecossistema dos livros, ao longo da história, tem passado por diversas transformações e produzido distintas experiências.

Em meio a este cenário, surgiu em 2012, o SciELO Livros, cuja experiência se apresentava considerando e aproveitando todo o knowhall e a expertise das práticas exitosas da Rede SciELO Periódicos, que já desfrutava ser um projeto de ampla envergadura e robustez direcionado ao Campo Científico.

O ScieLO Livros surge como uma proposta singular e estratégica para o mercado editorial, especialmente por que em sua estrutura, está a capacidade de integrar, mediar e democratizar o conhecimento oriundo de sua rede Latino-americana de parceiros.

Diante disso, destacamos 10 pontos que julgamos relevantes, a saber:

  1. Faz parte do ecossistema do livro a 10 anos
  2. Integrante de uma das maiores e mais importantes Redes da América Latina e do Caribe, que é o SciELO
  3. Valoriza o Movimento Internacional Acesso Aberto
  4. Oferta as obras de grande relevância disponíveis nos catálogos das editoras parceiras
  5. Contribui com a Bibliodiversidade
  6. Disponibiliza o acesso por meio de arquivos em formato .pdf e .epub
  7. Livros indexados e presentes em importantes marketplaces do Brasil
  8. Aceitação e Legitimação Científica
  9. Permite acesso a conteúdos multilíngues (Português, Espanhol e Inglês)
  10. Opera os Objetos Digitais valorizando os processos de Disponibilidade e Interoperabilidade

Para ter acesso a mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo abaixo em nosso Canal: https://youtu.be/fGKiKHjZ6QY.

Conheça o SciELO Livros: https://books.scielo.org

10 livros de ficção mais vendidos em janeiro de 2022

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.

Seu consumo literário está baseado na lista dos livros mais vendidos?

Então você veio ao lugar certo! Preparados uma lista especial com os 10 livros de ficção mais vendidos no Brasil, em janeiro de 2022.

Veja abaixo o vídeo que produzimos sobre o assunto

Adicionalmente, incluímos um bônus com uma reflexão a partir dos resultados da lista.

Fonte consultada:

Publishnews: https://www.publishnews.com.br

Sobre nós:

Blog: https://bibnews.bib.br
Mídias Sociais: @bibnewsbr
Newsletter: https://bibnews.bib.br/newsletter
E-mail: bibnewsbr@gmail.com

A Realidade Aumentada e o Mundo dos Livros

Coluna escrita por Mário Gaudêncio

Hoje estou aqui para falar da Realidade Aumentada no contexto do mundo dos livros.

Não é de hoje que temos visto o mercado editorial passar por crises, que são cada vez mais frequentes. Em certa medida, no Brasil, esse cenário foi aprofundado nos últimos anos pela instabilidade da economia, o avanço das desigualdades sociais e com a pandemia causada pela Covid-19.

Mas mesmo assim, o mercado editorial tem tentado encontrar saídas, mesmo que de certa forma tardia, para inovar e desenvolver novos produtos e experiências. Distintas ideias estão sendo gestadas, como, o debate sobre a Bibliodiversidade, os modelos de financiamento baseados em Crowdfunding, as autopublicações, os audiolivros, as plataformas e mídias sociais para escritores, os clubes de livros, as Editoras Independentes e a Realidade Aumentada, por exemplo.

Do ponto de vista das Tecnologias voltadas ao fazer editorial, vale a pena citar nesta conversa, a Realidade Aumentada, cuja relevância tem sido impulsionada nos últimos anos, em especial, pela popularização do jogo Pokémon GO.

Construir uma experiência de mediação e engajamento por meio da disponibilização de Objetos Digitais em 3D é algo de extrema relevância no sentido de fazer as pessoas emergirem em espaços virtuais de forma natural.

Essa Hiper-realidade, iluminada por o Jean Baudrillard, nos conecta com o novo e o impensável, nos permitindo conhecer mundos inexplorados e soluções inesgotáveis.

O impacto da Realidade Aumentada direcionado ao mundo dos livros já começou a relatar as suas primeiras incursões ao meio literário, como as obras retratadas pela escritora Maranhense, Márcia Marques (veja aqui: https://youtu.be/gTuXqCukTjk).

A Realidade Aumenta além de permitir uma visão para além do que conhecemos, nos coloca na posição de ampliarmos as possibilidades editoriais, seja de mercado, culturais ou educacionais, como também nos possibilita a conquista de novos consumidores, fazendo com que se fortaleça um ambiente rico de acesso e de democratização do conhecimento pelas múltiplas formas de leitura.

Portanto, temos a oportunidade de reposicionar o livro no contexto da História da Cultura Brasileira. O leitor de hoje é conectado, crítico e anseia por inovações. Isso faz com que precisamos estar um passo a frente para oferecer algo que seja atraente, colocando-o em situação êxtase, de prazer, de satisfação para com seus desejos e anseios literários, pois, o livro é antes de qualquer coisa, uma experiência.

Ficou interessado no assunto, assista ao vídeo no nosso Canal, via: https://youtu.be/dTfMa4rmd2M.