Entenda os 3 índices Qualis Capes

por Mário Gaudêncio

Qualis-Periódicos

Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação dos veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.

A estratificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise da qualidade dos veículos de divulgação, ou seja, periódicos científicos.

A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade – A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C – com peso zero.

Note-se que o mesmo periódico, ao ser classificado em duas ou mais áreas distintas, pode receber diferentes avaliações. Isto não constitui inconsistência, mas expressa o valor atribuído, em cada área, à pertinência do conteúdo veiculado. Por isso, não se pretende com esta classificação que é específica para o processo de avaliação de cada área, definir qualidade de periódicos de forma absoluta.

O aplicativo que permite a classificação e consulta ao Qualis das áreas, bem como a divulgação dos critérios utilizados para a classificação de periódicos é o WebQualis.

Clique aqui para acessar o WebQualis

Qualis Livros

O Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) durante a 111ª Reunião, realizada em 24 de agosto de 2009, aprovou o Roteiro para Classificação de Livros. O roteiro traz conceitos e definições comuns e sugestão de modelo de ficha de classificação e servirá como orientação para as 23 áreas que vão classificar livros.

Em várias áreas do conhecimento, os livros constituem a principal modalidade de veiculação de produção artística, tecnológica e científica. As outras áreas de conhecimento, nas quais a produção de conhecimentos quase não se expressa na forma de livros, mas preferencialmente na forma de artigos em periódicos, não utilizarão o Roteiro para Classificação de Livros.

O roteiro consolida discussões ocorridas nas áreas e no âmbito do CTC-ES desde o meio do ano de 2008, cujos esforços eram de estabelecer critérios e procedimentos comuns para a qualificação de livros.

Como no caso de periódicos as orientações e critérios do roteiro foram estabelecidos visando exclusivamente à avaliação da produção intelectual dos programas de pós-graduação e, portanto, são inadequadas para avaliações individuais de professores, pesquisadores e alunos.

Clique aqui para acessar Roteiro para Classificação de Livros.

Qualis Artístico

A área de Artes/Música considera a produção artística, vinculada diretamente aos programas de mestrado e doutorado pertencentes à área, central para o processo de avaliação de seus Programas de Pós-Graduação stricto sensu. Sendo assim, consolidou e utiliza o Qualis Artístico o qual, no contexto da avaliação trienal, é o instrumento que permite a classificação, de acordo com critérios e procedimentos claros e compreensíveis às demais áreas de avaliação, da produção artística dos programas de pós-graduação submetida à CAPES, em cada ano do triênio, por meio do aplicativo Coleta Capes. Outras áreas de avaliação também utilizam o Qualis Artístico, ainda que atribuam uma importância menor a este item no quesito da ficha de avaliação.

Partindo do princípio de que o eixo da avaliação é a produção dos programas e de que se trata de perceber como o conjunto da produção artística dos programas é reconhecido pela Área a partir de sua repercussão e abrangência, considera-se que mais importa uma temporada que uma apresentação única; uma exposição que uma obra particular, já que o agrupamento das produções permite uma visão panorâmica e otimizada das mesmas – devendo ser enfatizadas as produções, cujo impacto se faz sentir no contexto das temporadas, turnês e exposições.

Nesse contexto, dois aspectos são considerados norteadores na avaliação dos produtos declarados no Coleta pelos programas que valorizam esta modalidade de produção intelectual: a) o impacto da obra, sua repercussão e abrangência (onde foi apresentada, se ganhou prêmio, se foi selecionada por júri qualificado, se é obra única ou parte de uma série, etc.); b) grau de vinculação com linha de pesquisa ou projeto de pesquisa do autor.

Advoga-se para os Programas da área um equilíbrio entre produção bibliográfica e produção artística. Neste sentido, o processo de avaliação da pós-graduação em Artes/Música classificou a produção artística de tal forma a equipará-la à produção bibliográfica.

A íntegra está disponível em: Capes

Revistas espanholas em Ciência da Informação

por Mário Gaudêncio

Aos pesquisadores que se interessam em publicações científicas em língua espanhola, seguem algumas fontes de informação, conforme orientação do Laboratório de Tecnologias Intelectuais (2016, online):

Correo Bibliotecario | Crítica Bibliotecológica | El Profesional de la Informacion | Métodos de Informacion | Palabra Clave | Representación y Organización del Conocimiento | Revista Española de Documentación Científica | Revista Investigación Bibliotecológica | Revista Interamericana de Bibliotecología | Textos Universitaris de Biblioteconomia i Documentació

Tendo em vista os periódicos levantados e somados as revistas científicas de outras línguas como o inglês, português, alemão, francês ou italiano, por exemplo, será possível consolidar um arcabouço teórico e metodológico estratégico, atual e um diferencial ao processo de investigação científica.

REFERÊNCIAS

Classes de periodismo | LTI-UFPB | Tipos de periodismo

Sancionado o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação

De acordo com  FINEP (2016, online), “o texto regulamenta a Emenda Constitucional 85 e é um dos itens da Agenda Brasil, conjunto de medidas apresentadas pelo Senado para impulsionar o crescimento do País”. A proposta tem como finalidade básica modernizar e flexibilizar ações e projetos oriundos de iniciativas face ao processo de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento (PI&D).

De acordo com o Governo Federal (BRASIL, 2016, online), será possível ampliar as possibilidades de articulações e parcerias públicas e privadas.

Para mais detalhes, acesse os documentos referenciais que embasam esta notícia do Marco Legal:

Projeto de Lei da Câmara Federal n. 77, de 2015: http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/122406

Parecer do Senado Federal n. 1163, de 2015: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/wp-content/uploads/sites/81/2016/01/MarcoLegalCTI_semvetos.pdf

Outras informações:

Biblioteca Nacional publica edital para coedições

por Mário Gaudêncio

A Fundação Biblioteca Nacional lançou edital para estabelecimento de parcerias e coedições.

Segundo a Biblioteca Nacional (2015, online), “O edital visa a formação de parcerias para desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, para promover publicações de relevância para a cultura brasileira, na forma de livro ou revista, impresso e/ou digital. O propósito é divulgar, valorizar e ampliar o acesso ao patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital da Fundação Biblioteca Nacional, além da produção intelectual produzida sobre práticas laborais, de pesquisa e acervos sob a guarda da instituição”.

Baixe o edital para analisar as peculiaridades desta chamada pública.

Para informações, acesse a site da BN.

Livros sobre livros

Mário Gaudêncio

Aos amantes da leitura, segue um lista com dicas de livros que são motes para para falar de livros. Confira:

Por uma visão social da Representação da Informação

Por Mário Gaudêncio

Meus passeios curiosos a unidades de informação e a minha vivência in loco no meu ambiente de trabalho tem me motivado questionar e fazer algumas reflexões.

Existem visões antagônicas entre catalogadores, classificadores e indexadores dentro de uma mesma unidade de informação, mesmo quando se faz uso do mesmo sistema de classificação, catalogação, vocabulário controlado e cabeçalho de assunto, por exemplo?

Que base teórica, ideológica e social auxilia o profissional da informação no momento de realizar o tratamento técnico e informacional de um determinado documento?

E por fim, a mais importante:

A figura do usuário é levado em consideração para auxiliar a dinâmica do processo de representação informacional?

Em um sobrevoo rápido a vários sistemas de informação de instituições diferentes se observa que a mesma obra tratada é disponibilizada de maneira diferente. Por quê? O que foi levado em consideração para que isto ocorresse? Esta pergunta poderá ser respondida sob a justificativa da famigerada “subjetividade”? Ou ainda, é em função do usuário ter sido o principal elo entre o processo informacional?

Do ponto de vista da subjetividade, atualmente é percebido que já exitem metodologias que reduzem significativamente este nível de imprecisão. Um exemplo disso é a Semântica Discursiva.

Mas o usuário onde fica?

Aliar a utilização da Semântica Discursiva frente ao processo de representação da informação garantindo o amplo direito de ouvir e entender as necessidades informacionais do usuário pode fator preponderante e estratégico para facilitar a vida diária do seu cliente.

Me parece que ouvir o seu cliente dar trabalho e requer esforço físico, social e cognitivo, fazendo com que o profissional da informação saia da sua zona de conforto.

Todavia, não sair da zona do conforto, significa produzir em certa medida aberrações técnicas, ideológicas e sociológicas, pois aquilo que está arraigado a sua vida e a sua memória individual e coletiva, de uma maneira ou de outra irá se sobrepor no ato da escolha. Aí veremos o seguinte questionamento do catalogador, por exemplo: Onde é melhor colocar este livro? Nesta ou naquela classe? Vou colocar nesta, acho que tem mais haver! Será? E o usuário, onde ficou neste momento? Ficou subjugado a ter que entender algo que não faz parte do seu mundo, do seu domínio.

Assim, quanto mais se exorte a impossibilidade de relação com usuário, maiores serão as dificuldades de servir com a miníma qualidade informacional. O usuário apenas adquirirá o nível de competência informacional desejada quanto ele for ouvido e compreendido em sua plenitude.