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Acontecem coisas na nossa vida que nos deixam positivamente perplexos!
Recentemente, fui contatado por uma ex-professora de português, a dileta Cláudia Gomes, cujo contato tinha acontecido pela última vez em 1996, ou seja, ha 23 anos, quando fui seu aluno da então 8ª série (ensino fundamental).
Este contato foi mediado por amigas em comum: a professora Karla Ronise e a ex-aluna e colega de turma da época, Mariza Campos. Ambas nos tinham em suas redes sociais virtuais, exceto nós dois, a professora Cláudia e eu.
Na rede social virtual da professora Cláudia ela publicou o seguinte post:
Em 1996, passei um trabalho para minhas turmas de 8ª Série no Eliah: os alunos deveriam escrever uma história num pequeno livrinho. Até hoje, guardei-os com muito carinho. Agora eu gostaria de devolvê-los aos respectivos autores. Se você conhece alguém desta lista abaixo, por favor, entre em contato com o mesmo ou passe no Messenger o contato para mim. Sei que vai ser um trabalho de formiguinha, mas vai ser prazeroso reencontrar ou manter um novo contato com estes ex-alunos da nossa querida Escola Eliah (GOMES, 2019, online).
Dito isso e marcado na postagem como um dos alunos “procurados”, fiquei, ao mesmo tempo, perplexo, feliz e emocionado!
Eu não lembrava desta produção, mas, após o primeiro contato com a mesma, recebi a tão falada informação sobre a qual retratava aquela produção literária, conforme é vista na imagem a frente:
“A Bruxa que não era Bruxa”, por Sale Mário G.
A imagem remeteu a todo um “filme” que a memória coletiva permitiu reaparecer após um longo período de esquecimento. Lembrei minimamente da concepção da ideia, do fazer e da possível intencionalidade. Sei que tudo que fiz foi muito rudimentar. Muito provavelmente nem reflita mais a cultura de um outro jovem que estude no mesmo local e de classe social similar, mas, em essência, o que pode nos unir talvez sejam os sonhos, os desejos e/ou anseios de um futuro promissor, que pode ser iniciado por meio da literatura ou por outro caminho.
A arte, neste caso, foi uma espécie de meio de condução para permitir que o imaginário, por meio de uma simbologia fantástica, se viabilizasse. Possivelmente, hoje, ao olhar para o texto, seja viável ratificar limitações, mas, neste caso, não é isso que importa. O que, verdadeiramente, se torna salutar é o fato de termos nas mãos algo forjado com zelo, apreço e verdade.
É uma verdade que te tira da zona de conforto, que te faz se permitir e que não está preocupada em saber se o título representaria um “best-seller”, apesar de que um adolescente sempre idealiza o improvável como sendo certo! Risos!
Neste sentido e considerando o que uma atividade escolar pode permitir, reencontrei a pessoa que zelou pelo trabalho de diversos alunos por mais de duas décadas. O que será que tem revelado esse “baú de tesouros” após a sua descoberta e abertura? Em essência, sonhos, dos mais diversos!
Ao final de tudo isso, os singelos livros estão reencontrando os seus criadores. Eu, por sua vez, estou muito ansioso para encontrar aquele que, por algum motivo, foi capaz de me permitir olhar além do que era formalizado e convencionado como certo pelos “adultos” e que na prática só foi possível ser viabilizado porque tínhamos como tutora a professora Cláudia. Ela nos tirou das nossas caixinhas, as quais fomos formatados pela sociedade. Ela nos permitiu levar conosco um pouquinho da sua visão amplificada, que, sem a mediação devida, muito provavelmente não teríamos conseguido.