Indicações de softwares bibliométricos

Texto adaptado por Mário Gaudêncio

Bibliometria

O Portal da Escrita Científica da USP-São Carlos está disponibilizando Fontes de Informação de ferramentas que auxiliam possíveis estudos bibliométricos e cientométricos. Segue a lista:

BibExcel | https://bibliometrie.univie.ac.at/bibexcel
CiteSpace | http://cluster.cis.drexel.edu/~cchen/citespace
In-Spire | http://in-spire.pnnl.gov
Leydesdorff Software | http://www.leydesdorff.net
Network Workbench | http://nwb.cns.iu.edu
Publish or Perish | http://www.harzing.com/resources/publish-or-perish
InfoVis2 | http://infoserver.lcad.icmc.usp.br/infovis2/InfoVis2
Scimago | http://www.scimagojr.com
Sci2 Tool | https://sci2.cns.iu.edu/user/index.php
Vantage Point | https://www.thevantagepoint.com
VisPipeline-Graph | http://infoserver.lcad.icmc.usp.br/infovis2/VisPipelineGraphs
Vos-Viewer | http://www.vosviewer.com

Para mais detalhes acessar o Portal da Escrita Científica (USP/São Carlos).

Fonte:CRB6

O efeito das nossas escolhas

por Mário Gaudêncio

Ao abrir espaço para esta discussão, logo percebemos que existem uma série de questões que podem fundamentar este tema. Dentre elas se faz necessário observar um aspecto indiciário:

O que ganhamos e perdemos a partir do momento que fazemos escolhas?

Minha possível resposta forjada ao longo de minha trajetória iniciará a partir do conceito clássico de Política, que se bem empregado e compreendido pode ser entendido como:

Política: A Arte da busca pelo bem comum.

São condicionantes sociais entrelaçadas ou imbricadas ao processo de construção e formação de um povo ou grupo. Neste sentido, toda a nossa vida passa obrigatoriamente por amplo processo decisório, seja em casa, na escola, universidade, templo (em todas as dimensões e formas de culto), trabalho, partido político, etc.

De maneira consciente, inconsciente ou intuitiva, ao longo na vida temos constantemente escolhido e elegido pessoas. Isso ocorre em um relacionamento afetivo, organizacional ou ao que refere a soberania nacional.

Quando estas escolhas se dão de forma lúcida, o amango é massageado e a natureza quanto ao processo de participação parece ter um valor simbólico maior. Contraditoriamente, quando ocorre um relaxamento quanto ao processo de escolha, o agente social encara este momento como um ambiente oportuno para o seu relaxamento ético ao processo de escola. Dicotomicamente se coloca na condição de ser liberto quanto à prática social.

Da mesma forma que um relacionamento afetivo ocorre carregado de afinidades ideológicas, isso também se dá por meio da escolha de um representante partidário e da sua concepção ideológica, forjada essencialmente suas escolhas e concepções sociais, educacionais, ambientais, culturais e de sua posição política, tenha ela vertente conservadora ou progressista.

As afinidades afetivas e ideológicas estão para o namoro, assim como estão para política.

É imperativo ser prudente e disciplinado nesse processo de leitura, reflexão e escolhida nesta dinâmica tênue nesta perspectiva de construir algo que seja significante à coletividade.

É bem verdade que temos o poder transformador de construir o novo, porém, esta novidade é imbuída de comprometimento coletivo, responsabilidade social, ética pessoal, maturidade ideológica e permanente diálogo pluralista.

Construir o novo não significa necessariamente romper com avanços vigentes, mais aprofundá-los na perspectivas que mais atores ajudem-a avaliar, construir, fortalecer e a possibilitar cada vez mais redução de incertezas e valorização da pessoa humana.

Desta maneira, o processo de escolha em nossa vivência pode funcionar como uma colcha de retalhos ou uma rede conexões. Tudo está interligado e subitamente a nossa posição influenciará positiva ou negativamente a nossa vida e o cotidiano das pessoas que nos cercam.

Vamos refletir as nossas escolhas simbolicamente como uma bomba atômica! Os seus efeitos serão devastadores, seja pela ótica do opressor ou oprimido, pela visão do vencedor ou do vencido.

Se avançarmos este olhar na perspectiva do empoderamento relacionado a memória coletiva, uma simples escolha poderá levar um grupo social em detrimento de outros, a sua vociferação, anarquia ou até mesmo ao seu silenciamento.

É neste contexto que a escolha exorta o tempo enquanto prática de avaliação (ontem), definição (hoje) e acompanhamento (amanhã). Não é tarefa fácil, mas extremamente necessária. Por isso, não é possível terceirizar, tão pouco delegar a outros responsabilidades que são exclusivamente suas.

Assim, escolha com vistas ao bem comum, pois você não é uma ilha e as suas vontades pessoais ou personalísticas devem ficar em segundo plano, pois escolher é sinônimo de doação, compartilhamento, comunidade, diversidade, respeito e amor ao próximo.

Sua escolha poderá produzir um cenário de catástrofe ou de bem estar social. Tudo depende da sua escolha!

Entenda os 3 índices Qualis Capes

por Mário Gaudêncio

Qualis-Periódicos

Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação dos veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.

A estratificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise da qualidade dos veículos de divulgação, ou seja, periódicos científicos.

A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade – A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C – com peso zero.

Note-se que o mesmo periódico, ao ser classificado em duas ou mais áreas distintas, pode receber diferentes avaliações. Isto não constitui inconsistência, mas expressa o valor atribuído, em cada área, à pertinência do conteúdo veiculado. Por isso, não se pretende com esta classificação que é específica para o processo de avaliação de cada área, definir qualidade de periódicos de forma absoluta.

O aplicativo que permite a classificação e consulta ao Qualis das áreas, bem como a divulgação dos critérios utilizados para a classificação de periódicos é o WebQualis.

Clique aqui para acessar o WebQualis

Qualis Livros

O Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) durante a 111ª Reunião, realizada em 24 de agosto de 2009, aprovou o Roteiro para Classificação de Livros. O roteiro traz conceitos e definições comuns e sugestão de modelo de ficha de classificação e servirá como orientação para as 23 áreas que vão classificar livros.

Em várias áreas do conhecimento, os livros constituem a principal modalidade de veiculação de produção artística, tecnológica e científica. As outras áreas de conhecimento, nas quais a produção de conhecimentos quase não se expressa na forma de livros, mas preferencialmente na forma de artigos em periódicos, não utilizarão o Roteiro para Classificação de Livros.

O roteiro consolida discussões ocorridas nas áreas e no âmbito do CTC-ES desde o meio do ano de 2008, cujos esforços eram de estabelecer critérios e procedimentos comuns para a qualificação de livros.

Como no caso de periódicos as orientações e critérios do roteiro foram estabelecidos visando exclusivamente à avaliação da produção intelectual dos programas de pós-graduação e, portanto, são inadequadas para avaliações individuais de professores, pesquisadores e alunos.

Clique aqui para acessar Roteiro para Classificação de Livros.

Qualis Artístico

A área de Artes/Música considera a produção artística, vinculada diretamente aos programas de mestrado e doutorado pertencentes à área, central para o processo de avaliação de seus Programas de Pós-Graduação stricto sensu. Sendo assim, consolidou e utiliza o Qualis Artístico o qual, no contexto da avaliação trienal, é o instrumento que permite a classificação, de acordo com critérios e procedimentos claros e compreensíveis às demais áreas de avaliação, da produção artística dos programas de pós-graduação submetida à CAPES, em cada ano do triênio, por meio do aplicativo Coleta Capes. Outras áreas de avaliação também utilizam o Qualis Artístico, ainda que atribuam uma importância menor a este item no quesito da ficha de avaliação.

Partindo do princípio de que o eixo da avaliação é a produção dos programas e de que se trata de perceber como o conjunto da produção artística dos programas é reconhecido pela Área a partir de sua repercussão e abrangência, considera-se que mais importa uma temporada que uma apresentação única; uma exposição que uma obra particular, já que o agrupamento das produções permite uma visão panorâmica e otimizada das mesmas – devendo ser enfatizadas as produções, cujo impacto se faz sentir no contexto das temporadas, turnês e exposições.

Nesse contexto, dois aspectos são considerados norteadores na avaliação dos produtos declarados no Coleta pelos programas que valorizam esta modalidade de produção intelectual: a) o impacto da obra, sua repercussão e abrangência (onde foi apresentada, se ganhou prêmio, se foi selecionada por júri qualificado, se é obra única ou parte de uma série, etc.); b) grau de vinculação com linha de pesquisa ou projeto de pesquisa do autor.

Advoga-se para os Programas da área um equilíbrio entre produção bibliográfica e produção artística. Neste sentido, o processo de avaliação da pós-graduação em Artes/Música classificou a produção artística de tal forma a equipará-la à produção bibliográfica.

A íntegra está disponível em: Capes

Revistas espanholas em Ciência da Informação

por Mário Gaudêncio

Aos pesquisadores que se interessam em publicações científicas em língua espanhola, seguem algumas fontes de informação, conforme orientação do Laboratório de Tecnologias Intelectuais (2016, online):

Correo Bibliotecario | Crítica Bibliotecológica | El Profesional de la Informacion | Métodos de Informacion | Palabra Clave | Representación y Organización del Conocimiento | Revista Española de Documentación Científica | Revista Investigación Bibliotecológica | Revista Interamericana de Bibliotecología | Textos Universitaris de Biblioteconomia i Documentació

Tendo em vista os periódicos levantados e somados as revistas científicas de outras línguas como o inglês, português, alemão, francês ou italiano, por exemplo, será possível consolidar um arcabouço teórico e metodológico estratégico, atual e um diferencial ao processo de investigação científica.

REFERÊNCIAS

Classes de periodismo | LTI-UFPB | Tipos de periodismo

Sancionado o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação

De acordo com  FINEP (2016, online), “o texto regulamenta a Emenda Constitucional 85 e é um dos itens da Agenda Brasil, conjunto de medidas apresentadas pelo Senado para impulsionar o crescimento do País”. A proposta tem como finalidade básica modernizar e flexibilizar ações e projetos oriundos de iniciativas face ao processo de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento (PI&D).

De acordo com o Governo Federal (BRASIL, 2016, online), será possível ampliar as possibilidades de articulações e parcerias públicas e privadas.

Para mais detalhes, acesse os documentos referenciais que embasam esta notícia do Marco Legal:

Projeto de Lei da Câmara Federal n. 77, de 2015: http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/122406

Parecer do Senado Federal n. 1163, de 2015: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/wp-content/uploads/sites/81/2016/01/MarcoLegalCTI_semvetos.pdf

Outras informações:

Biblioteca Nacional publica edital para coedições

por Mário Gaudêncio

A Fundação Biblioteca Nacional lançou edital para estabelecimento de parcerias e coedições.

Segundo a Biblioteca Nacional (2015, online), “O edital visa a formação de parcerias para desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, para promover publicações de relevância para a cultura brasileira, na forma de livro ou revista, impresso e/ou digital. O propósito é divulgar, valorizar e ampliar o acesso ao patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital da Fundação Biblioteca Nacional, além da produção intelectual produzida sobre práticas laborais, de pesquisa e acervos sob a guarda da instituição”.

Baixe o edital para analisar as peculiaridades desta chamada pública.

Para informações, acesse a site da BN.