Trata-se da obra do jornalista, Max Fisher, que tem como título, “A máquina do caos: como as redes sociais reprogramam nossa mente e nosso mundo”. A obra foi editada pela editora Todavia em 2023.
Fonte: canva.com, com edição bibnews.bib.br.
Veja o resumo publicado no site da editora:
As redes sociais são provavelmente o maior experimento coletivo da humanidade. Mas qual o impacto delas no mundo? São ferramentas que apenas refletem a natureza das pessoas, ou estimulam comportamentos extremistas e a disseminação de notícias falsas? A partir dessas perguntas, o repórter investigativo Max Fisher disseca a história e o funcionamento das grandes empresas de tecnologia, e o impacto global das redes na nossa vida. Com um elenco de cientistas, delatores, políticos, teóricos da conspiração e bilionários misantropos, A MÁQUINA DO CAOS derruba a cortina dos likes e compartilhamentos e mostra uma sociedade perigosamente à mercê de forças contrárias a seus interesses.
BIBNEWS divulga Dica de Livro para o mês de janeiro.
Trata-se da obra do historiador e professor, João Cezar de Castro Rocha, que tem como título, “Guerra cultural e retórica do ódio: crônicas de um Brasil pós-político”. A obra foi editada em Campinas pela editora Caminhos em 2021.
Fonte: canva.com, com edição bibnews.bib.br.
Veja o resumo publicado pela editora no site da amazon.com.
Guerra cultural e retórica do ódio é um ensaio escrito em prosa literária e que oferece uma descrição inovadora do bolsonarismo, entendido em sua dinâmica própria. Um dos pontos altos do livro é a análise da escalada golpista nos meses de abril e maio de 2020, assim como a previsão de novas tentativas, intrínsecas ao projeto autoritário.O bolsonarismo implica uma visão de mundo bélica, expressa numa linguagem específica, a retórica do ódio, e codificada numa estrutura de pensamento coesa, composta por labirínticas teorias conspiratórias. O livro desvenda cada um desses elementos.A visão de mundo bélica supõe a atualização da Lei de Segurança Nacional (LSN) em tempos democráticos – e são ameaçadoras as consequências desse gesto. Durante a formação do jovem militar Jair Messias Bolsonaro, estava vigente a LSN promulgada em 1969. Em seus 107 artigos, o substantivo morte aparece 32 vezes e 15 artigos prescreviam a pena de morte. O eixo dessa LSN era a identificação do inimigo interno e sua eliminação imediata. Eis aí o cerne da mentalidade bolsonarista.No entanto, como identificar com segurança o inimigo? Orvil, o projeto secreto do Exército, concluído em 1988, esclarece: trata-se do comunismo, do “perigo vermelho” e sua incomum capacidade de infiltração por meio do aparelhamento das instituições. No século XXI, a receita teve acréscimos com a pauta reacionária dos costumes, corporificada na crítica à “ideologia de gênero”. Daí, o modelo desastroso de um governo enquanto arquitetura da destruição, pois é como se destruir instituições “aparelhadas” fosse mais importante do que governar.Rumo à estação Brasília, o que faltava? Linguagem: a retórica do ódio; o idioma do sistema de crenças Olavo de Carvalho. A retórica do ódio é a mais completa tradução da LSN de 1969, limitando o outro ao papel de inimigo a ser destruído. É o reino desencantado do vale-tudo travestido de filosofices, xingamentos e desqualificações. O resultado: caos cognitivo, analfabetismo ideológico e a idiotia erudita: elementos que definem as massas digitais bolsonaristas, criadoras da pólis pós-política.O livro propõe uma série de conceitos novos, a fim de criar linguagem para dar conta da complexidade do agônico cenário contemporâneo. A produção da direita e da extrema-direita é analisada em detalhes, incluindo livros, artigos, textos de blogs, vídeos, documentários, postagens nas redes sociais, num esforço inédito para a caracterização da retórica extremista. O autor desenvolveu um método para lidar com esse material: a etnografia textual, com o objetivo de reconstruir a lógica própria a seus discursos. O olhar etnográfico se completa na proposta de uma ética do diálogo, que valoriza a diferença como fonte de enriquecimento.O autor formula o paradoxo que anuncia um colapso: o êxito do bolsonarismo significa o fracasso do governo Bolsonaro. Sem guerra cultural, não se mantém as massas digitais mobilizadas em constante excitação; contudo, a guerra cultural, pela negação de dados objetivos, não permite que se administre a coisa pública.Por fim, no post-scriptum o autor analisa a fracassada escalada golpista de Donald Trump, mostrando os limites dos “fatos alternativos” diante de um Judiciário independente; salvo engano, lição fundamental para o Brasil de Jair Messias Bolsonaro.O livro conta ainda com um posfácio do jovem editor e historiador Cláudio Ribeiro intitulado “‘Da urgência do agora à caracterização da ágora’: o momento etnográfico de João Cezar de Castro Rocha”, apresentando uma reflexão acerca da metodologia inovadora do autor em relação às preocupações desenvolvidas desde seu primeiro livro, Literatura e cordialidade: o público e o privado na cultura brasileira (1998).Guerra cultural e retórica do ódio é um livro que permitirá entender a cena brasileira atual com novos olhos: um ensaio urgente, no calor da hora.
No sentido de contribuir para uma curadoria de escritoras e escritores de língua espanhola*, apresentamos a frente uma lista de nomes celebrados pela crítica literária:
A partir da lista apresentada, foi construído um gráfico com vistas a representar a presença de cada Nobel de Literatura conforme a sua nacionalidade. Assim, temos:
Na triste dor da angústia que o ser provoca ser, causando a maldade da humanidade e do enfado de se conceber o ser sente vontade de maltratar e maltratar-se pela eternidade.
De bondade se quer ver, é verdade, mas de maldade se tem com regularidade, passando muitas vezes, a sensação de inseguridade.
Se no ser se espera ter, indícios de amabilidade, o que temos visto, com certo nível naturalidade é o ser maldizer e malfazer, o mundo com requintes de crueldade. Mário Gaudêncio 25 set. 2019.