Webinário Bibliodiversidade

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.


O Projeto bibnewsbr, irá promover no Dia Internacional da Bibliodiversidade um Webinário em seu Canal no YouTube para discutir as percepções de pesquisadores sobre a temática da “Bibliodiversidade”, que festeja sua comemoração no dia 21/09.

Nesta atividade, o Webinário terá presença de:

  • Dra. Ady Canário de Souza Estevão (UFERSA), convidada
  • Dr. Helton Rubiano de Macedo (UFRN), convidado
  • Dr. Mário Gaudêncio (UFERSA), mediador

O evento acontecerá no dia 21/09 as 18:00.

Esta atividade também contará com inscrições e fornecimento de certificados por meio da Plataforma Sympla, ou pelo seguinte QRCode:

Chegou ao Campo da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, mais um Canal no YouTube

pelo Editor

No sentido de amplificar o trabalho de espaço digital, estamos nos preparando para lançar o nosso Canal no YouTube.

Para conhecer, aqui aqui:

Os conteúdos serão replicados nas nossas mídias sociais:

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Novas universidades públicas brasileiras passam a compor o ranking das melhores do mundo

por Federico Gutiérrez-Vázquez

De acordo com o Portal UOL (2019, online), “11 universidades do Brasil […] entraram em ranking das melhores do mundo”.

Considerando as regiões brasileiras e os seus respectivos estados, temos a seguinte representação:

Nordeste

  1. Universidade Federal de Alagoas (Alagoas);
  2. Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Rio Grande do Norte);
  3. Universidade de Fortaleza (Ceará)
  4. Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia).

Centro-oeste

  1. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Mato Grosso do Sul).

Sudeste

  1. Universidade Federal do Espírito Santo (Espírito Santo);
  2. Universidade Federal de Ouro Preto (Minas Gerais);
  3. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Minas Gerais);

Sul

  1. Universidade de Caxias do Sul (Rio Grande do Sul);
  2. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Rio Grande do Sul);
  3. Universidade do Estado de Santa Catarina (Santa Catarina).

Todavia, mesmo considerando o acréscimo de novas universidades na atual lista, é possível que no próximo ranking, sejam apresentadas mudanças quanto a presença de determinadas Instituições de Ensino, especialmente em virtude do reflexo das políticas públicas educacionais e científicas que passaram a vigorar no Brasil.

REFERÊNCIAS

PORTAL UOL. As 11 universidades do Brasil que entraram em ranking das melhores do mundo. Disponível: https://bit.ly/2kvytel.

PORTAL UOL. USP é a melhor universidade do Brasil em lista mundial; Unicamp e UFRJ caem. Disponível em: https://bit.ly/2lNC7QP.

TIMES HIGHER EDUCATION. World University Rankings 2020: Brasil. Disponível em: https://bit.ly/2lPYpRZ.

UFERSA. Pela 1ª vez, Ufersa entra no ranking mundial de universidades da Times Higher Education. Disponível em: https://bit.ly/2kbfsxk.

Bicharada

Cachorros latem,
gatos miam,
corujas chirriam
e sapos coacham.

Parece que estamos falando da fazenda,
mas tratamos é da biblioteca,
pois aqui, a diversidade vai além da imagem letrada.
Deles, temos um coro animal, como num conto de fadas.

Todos, mais cedo ou mais tarde,
encontram pai, mãe, padrasto ou madrasta,
padrinho, madrinha, compadre e comadre.

Ganham nomes e sobrenome,
tem Orlando Teixeira, She-Ra e Amarelão,
morando numa mansão e adquirindo status de madame.

Mário Gaudêncio, 04 set. 2019.

Resenha capitular da necessidade de um pensamento complexo

MORIN, Edgar. Da necessidade de um pensamento complexo. In: MARTINS, Francisco M.; SILVA, Juremir M. (Org.). Para navegar no século XXI: tecnologias do imaginário e cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2003.

Resenha por Mário Gaudêncio¹

Neste capítulo, Edgar Morin busca construir uma proposta teórico-filosófica a cerca criação de um novo paradigma, intitulado de “pensamento complexo”. Para tecer sua proposição em torno da tese, o autor subdivide o texto em seis partes, sendo respectivamente: 1) Política de civilização e problema mundial; 2) Vencer a especialização; 3) A Falsa racionalidade; 4) O Pano de fundo filosófico; 5) Por uma reforma da universidade do pensamento; 6) Os desafios do século XX.

Na primeira parte, Morin irá trazer à tona a reflexão de que a razão de existir do pensamento complexo se baseia na completude entre as partes e o todo. Para isso, o autor irá questionar a valorização ao pensamento moderno, especialmente ao que tange a ideia de especialização a partir da teoria positivista e do pensamento determinista. Para fortalecer essa premissa, Morin (2003, p.1) irá recorrer a investida de Pascal, ao refletir que “só podemos conhecer […] as partes se conhecermos o todo em que se situam, e só podemos conhecer o todo se conhecermos as partes que o compõem”. Essa posição lembra em certa medida a posição de Adorno, com a Teoria Crítica, onde o mesmo evidencia que, o conhecimento que veio a questionar o positivismo, não surgiu para suplantá-lo, ao contrário, emerge para criticá-lo e melhorá-lo (FREITAG, 1986). Esta proposição de Morin também é apresentada como uma possibilidade de diálogo com o que teria sido concebido como “Agenda 21”, cujas reflexões se davam no sentido de contribuir para um desenvolvimento sustentável, iluminados pela ideia de “Pensar Globalmente e Agir Localmente”, conforme tinha sido forjada por Ulrich Beck (2004). Como isso Morin irá questionar a percepção unidimensional vigente, fruto do processo cognitivo construído a partir do pensamento moderno que não condiz mais a realidade. Daí abre-se espaço para um processo “multidimensional”, onde o conhecimento e a sociedade passam a ser construídos em regime de imbricamento, fusão e simultaneidade sob influências “econômicas, psicológicas, mitológicas, sociológicas, mas que estudamos estas dimensões separadamente, e não umas em relação com as outras” (MORIN, 2003, p. 2). Isso leva a pensar que é preciso passar a migrar a um outro estágio paradigmático, onde seja oportunizada uma visão circular em detrimento da visão linear, presente na ciência normal, conforme é enunciado por Kuhn (2017) na obra “A estrutura das revoluções científicas”. O fato é que, ao considerar essa relação cíclica de um processo que visa retroalimentação entre os espaços, o todo e o individual, automaticamente valorizar-se-á a ideia de unidade na diversidade. Isso faz com que Morin (2003, p. 6) considere que “o tesouro da humanidade é a sua diversidade”. Essa diversidade por sua vez mostra como o reflexo do complexo, do plural e que se origina da “incerteza” (MORIN, 2003, grifo nosso), ao contrário, do que se concebia na modernidade, com a busca pelo universal, fruto de uma razão instrumental e condicionada a uma verdade unívoca.

Na segunda parte, o autor irá aprofundar o debate anterior partindo do questionamento sobre a concepção de especialização. Seu posicionamento é enfático ao observar que mesmo sendo “impossível conhecer tudo do mundo ou captar todas as suas multiformes transformações. […] por mais aleatório e difícil que seja, o conhecimento dos problemas essenciais do mundo deve ser tentado para evitar a imbecilidade cognitiva” (MORIN, 2003, p. 12). Ou seja, o conhecimento jamais deverá ser concebido de maneira reducionista e determinista, fechado a um único ponto de vista ou verdade científica. Para que esta assertiva apontada por Edgar Morin seja viabilizada, ele indica é necessário “adquirir a possibilidade de articular e organizar as informações sobre o mundo. Em verdade, para articulá-las e organizá-las, necessita-se de uma reforma de pensamento” (MORIN, 2003, p. 13).

Quanto a terceira parte, é apresentado que o pensamento completo “busca distinguir (mas não separar) e ligar” tendo como objetivo “ao mesmo tempo unir (contextualizar e globalizar) e aceitar o desafio da incerteza” (MORIN, 2003, p. 14-15). Para são lançados princípios basilares para orientar a adesão do conhecimento a teoria da complexidade, respectivamente: 1) Princípio sistêmico ou organizacional; 2) Princípio “hologramático”; 3) Princípio do anel retroativo; 4) Princípio do anel recursivo; 5) Princípio de auto-eco-organização; 6) Princípio dialógico; 7) Princípio da reintrodução daquele que conhece em todo conhecimento. Esses princípios convertidos nos sete saberes fundamentais para embasar o pensamento complexo permitiu a Edgar Morin considerar que este “opera a união da simplicidade e da complexidade” (MORIN, 2003, p. 18), sendo e valendo-se ao mesmo tempo de ser pensado como integrativo, singular e plural, específico e geral, global e local.

Ao que é refletido na quarta parte, Edgar Morin tomou como ponto de partida as influencias que puderam ser derivativas à consolidação do pensamento complexo. A isto são mencionadas influencias ocidentais e orientais indiciárias como Lao Tsé e Heráclito. Mais recentemente, pode ser observado como “alimento para uma concepção da complexidade” (MORIN, 2003, p. 20), a teoria crítica representada por Horkheimer, Adorno e Habermas, chegando a contemporaneidade sob influência de duas grandes revoluções científicas. Considerando as influencias e contribuições de diversas correntes teóricas e filosóficas, o “pensamento completo, é, portanto, essencialmente aquele que trata com a incerteza e consegue conceber a organização. Apto a unir, contratualizar, globalizar, mas ao mesmo tempo a reconhecer o singular, o individual e o concreto. O pensamento completo não se reduz nem à ciência, nem à filosofia, mas permite a comunicação entre elas, servindo-lhes de ponte” (MORIN, 2003, p. 21).

Buscando entender a quinta parte deste texto capitular, Edgar Morin inicia a sua exposição de maneira enfática ao constatar que a “complexidade exige uma reforma de pensamento” (MORIN, 2003, p. 22). Contudo para se articular uma iniciativa com vistas a uma possível reformulação, se faz necessário articular uma relação com a universidade, que em sua concepção fundante de universidade e contexto científico, a mesma é considerada ao mesmo tempo “conservadora, regeneradora e geradora. Conserva, memoriza, integra, ritualiza um patrimônio cognitivo; regenera-o pelo reexame, atualizando-o, transmitindo-o; gera saber e cultura que entram nessa herança”. Este por sua vez por ser “vital ou estéril” (MORIN, 2003, p. 22). Considerando essa linha tênue sinalizada anteriormente, ressalta-se que a universidade se baseia e fundamenta-se em uma posição “transecular pela qual […] conclama a sociedade a adotar sua mensagem e suas normas” (MORIN, 2003, p. 23). Com isso, fica visível que o contexto de mudança deve acontecer dentro dos limites fronteiriços da academia e pela a sua comunidade científica. Porém, com esta conjuntura, Morin comenta que o desafio é ainda maior, especialmente porque “não se trata somente de modernizar a cultura, trata-se de culturalizar a modernidade” (MORIN, 2003, p. 24).

Por fim, ao que se refere a sexta e última parte, Edgar Morin tece suas considerações constatando que o “século XX impôs vários desafios” fazendo com que “tudo isso exigisse uma reforma do pensamento” (MORIN, 2003, p. 25), capaz de “substituir um pensamento que separa por um […] que une”, permitindo “que o conhecimento da integração das partes num todo seja completada pelo reconhecimento da integração do todo no interior das partes”. Baseado nisso, será possível ventilar uma “reforma […] paradigmática, que diz respeito à nossa atitude em relação à organização do conhecimento” (MORIN, 2003, p. 26). Mas para que isso possa ocorrer se faz necessário anteceder este processo, com a concomitante reforma da instituição e das suas respectivas mentes. Para isso é preciso “que eles se auto eduquem, e se eduquem prestando atenção às gritantes necessidades do século, as quais são encarnadas também pelos estudantes”. Portanto, é possível concluir que a “universidade deve ultrapassar-se para se reencontrar”.

¹Resenha escrita a partir da disciplina “Tecnologias da Informação e da Comunicação” no âmbito do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, nível de doutorado, da Universidade Federal da Paraíba em 2017.

Bibliotecas potiguares poderão ser beneficiadas pelo FEC

por Mário Gaudêncio

A Assembléia Legislativa realizou Audiência Pública nesta sexta-feira (28.06.2019), no município de Mossoró para debater o Fundo Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Assembléia Legislativa (2019, online), “O Fundo tem como objetivos fomentar a produção artístico-cultural potiguar, mediante o custeio total ou parcial de projetos culturais, de iniciativa de pessoas física ou jurídicas de direito público ou privado, relacionados com as pesquisas, a edição de obras e a realização de atividades artísticas”.

Ficou estabelecido que as áreas abrangidas pelo Fundo são:

  • artes cênicas, plásticas, gráficas e tecnológicas;
  • cinema, fotografia, vídeo e internet, literatura, música e dança;
  • artesanato, folclore e tradições populares;
  • patrimônio material e imaterial;
  • museologia, biblioteconomia e arquivologia.

Aos profissionais da informação, é importante salientar que, com este formato proposto ao Fundo, abre-se a possibilidade destes, em conjunto com as suas respectivas Unidades Informacionais potiguares, pensarem e planejarem estratégias de práticas infoculturais às suas dinâmicas de trabalho e espaços de atuação.

Para mais detalhes, acesse a nota pública do Fundo Estadual de Cultura (FEC) aqui.