Paper: um instrumento pedagógico para prática acadêmica

Sale Mário Gaudêncio
Helyab Magdiel Alves Lucena
Zairo José de Albuquerque e Silva

RESUMO
Apresenta o paper como instrumento pedagógico para a prática acadêmica. Esta
discussão é provocada, no sentido de haver certo desconhecimento por parte de
acadêmicos para tal instrumento. Tem como objetivo basilar, contribuir para o
processo ensino-aprendizagem, apresentando pistas metodológicas para produção
de documentos com a característica de paper. Utiliza como metodologia a pesquisa
bibliográfica e eletrônica. Tem como público alvo os usuários do sistema Mater
Christi de ensino, assim como seus mediadores do conhecimento. Apresenta o
pensamento de estudiosos. Define estratégias de trabalho para trabalhar com o
paper na academia. Conclui apresentando uma solução viável para a produção de
um documento com as características de paper.
Palavras – chave: Paper. Metodologia do trabalho científico. Redação científica.
Prática acadêmica.

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Resenha da obra Teoria Queer

OLEGÁRIO, Maria da Luz. Teoria Queer. Campina Grande: UFCG, 2012. Resenha.

Resenha por Mário Gaudêncio

1 APRESENTAÇÃO

Este relato apresenta uma breve descrição sobre a Teoria Queer. Para tratar deste assunto, o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, em nível de mestrado acadêmico, mediado pela disciplina Metodologia da Pesquisa em Ciência da Informação que tem como docente a professora doutora Mirian de Albuquerque Aquino convidou a professora Maria da Luz Olegário, que é doutora em Educação, mestre em Língua Portuguesa, especialista em leitura e produção de textos e graduada em Letras, pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professora da Universidade Federal de Campina Grande e atua na área de Língua Portuguesa e Metodologia da Pesquisa. Tem projetos de pesquisa e extensão voltados às temáticas: discurso, educação, gênero, Direitos Humanos, amor e violência.

A partir das considerações apresentadas pela autora em sua apresentação por meio de slides, verificaram-se quatro aspectos importantes em torno desta discussão, no qual serão construídas as observações: 1) A questão dos Direitos Humanos; 2) O contexto das minorias; 3) A abordagem metodológica; 4) A luta pela igualdade e reconhecimento de classe.

2 DIREITOS HUMANOS NO CONTEXTO DAS MINORIAS

Vê-se que historicamente a luta pela garantia dos direitos humanos se materializa de forma contraditória, seja pelos cenários ou pelos sujeitos que participam e os constroem. O fato de ter garantido um texto na Declaração Universal dos Direitos dos Homens e na Carta Magna Brasileira de 1988, não garante a efetivação e a efetividade de ações que resguardem políticas e ações em favor das diversas faces da sociedade, especialmente das minorias. Tem-se visto que na prática, o discurso de que “é direito de todos” não tem ocorrido como o necessário ou previsto na lei.

Para Olegário (2012), ao tratar das minorias sexuais em relação à garantia de direitos, entende-se que as mesmas estão cada vez mais visíveis. Essas “minorias nunca poderiam se traduzir como uma inferioridade numérica, mas sim como maiorias silenciosas que, ao se politizar, convertem o gueto em território e o estigma em orgulho – gay, étnico, de gênero” (REVISTA LA GANDHI ARGENTINA, 1998 apud OLEGÁRIO, 2012, grifo do autor).

Por um lado, mesmo havendo mais abertura e visibilidade a estas minorias, por outro, elas estão de certa forma mais vulneráveis, e com issso ainda sofrem com os mais variados tipos de preconceitos, fruto de todo um processo de marginalização que vem ocorrendo por meio de vários períodos históricos, onde as minorias eram consideradas “hereges e bruxas” e estavam relegados a fogueira, ou seja, a morte.

O século XX é decisivo para romper com práticas “medievais” e contribuir para o melhoramento de políticas que primavam por ações contra a homofobia, uma nova forma de representação para o genocídio humano.

3 A TEORIA QUEER: UMA PROPOSTA PÓS-IDENTITÁRIA

Com as marcas históricas deixadas contra as minorias sexuais, mas também, pelas lutas sociais travadas a fim de encontrar saídas para minimizar as desigualdades promovidas pelas sociedades ortodoxas, patriarcais e machistas, surge a Teoria Queer. Teoria esta que segundo Olegário (2012), busca dar voz ao “estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário”. Significa então, ruptura, mudança de paradigma. Assim, a Teoria Queer “significa colocar-se contra a normalização – venha ela de onde vier” e assim “representa claramente a diferença que não quer ser assimilada ou tolerada e, portanto, sua forma de ação é muito mais transgressiva e perturbadora” (OLEGÁRIO, 2012, grifo do autor).

Acredita-se, especialmente pelos contra movimentos ou movimentos sociais de esquerda que ações propositivas, articuladas e construtivas com caráter transgressor ou radical podem forçar o Estado a rever e/ou propor situações que favoreçam a liberdade de expressão e o direito de ir e vir sem empoderamento de grupos hegemônicos sobre as minorias.
Ao passo que a Teoria Queer se fortalece, ela se transforma num grande instrumento metodológico com um grande potencial para contribuir para um melhor entendimento das condições das minorias, inclusive sexuais, e poder fomentar atividades políticas e sociais de enfrentamento ao preconceito às causas humanitárias.

Quando Olegário (2012), afirma que o sexo foi, na verdade, “colocado em discurso”, percebe-se que “temos vivido mergulhados em múltiplos discursos sobre a sexualidade, pronunciados pela igreja, pela psiquiatria, pela sexologia, pelo direito” e outros, tem-se esquecido de construir uma nova relação entre as pessoas, que é em primeiro lugar, de favorecer o respeito à pluralidade e em segundo, de entender a necessidade do respeito à questão da identidade.

Desta maneira, a Teoria Queer trata de uma perspectiva epistemológica que está voltada para a cultura, para as “estruturas linguísticas ou discursivas” e para seus “contextos institucionais”. (OLEGÁRIO, 2012, grifo do autor). Daí vem seu caráter subversivo para romper com as diversas formas de cânones que retardam a evolução social, política, comportamental, cultural, étnica e sexual.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, é possível concluir a partir das relações levantadas e das construções estabelecidas que a Teoria Queer, é uma abordagem metodológica capaz de levantar questões polêmicas, substanciais para reformulações de práticas ortodoxas de hegemonia de empoderamento heterossexual que submete as relações identitária homossexuais à clausura e a configuração dos guetos.

Vê-se que neste século vigente, as lutas em prol da liberdade de expressão e da garantia de direitos são imperativos importantes para favorecer o bem comum às minorias sexuais, especialmente diante do genocídio homofóbico.
Com esta analise foi possível perceber que quanto mais se favorecer a heterossexualidade como norma, mais será oportunizada a desigualdade, seja como for sua forma de manifestação.

Por fim, segundo Olegário (2012), deixa como recomendação que é necessário pensar Queer, ou seja, é preciso questionar, problematizar, contestar, todas as formas bem comportadas de conhecimento e de identidade. Dito isso, e em situação de disputa pelo favorecimento da garantia de direitos e pela liberdade das identidades, a Teoria Queer se coloca como uma “arma” capaz de rever posturas, propor rupturas paradigmáticas e intervir diante das contradições que se colocam diante das minorias sexuais.

REFERÊNCIAS

OLEGÁRIO, Maria da Luz. Teoria Queer. Campina Grande: UFCG, 2012. Slides.

Internet

A Rede balança a gente
Interlaça estruturas
Transmuta a mente
e permite novas culturas

Uma Web vista cheia de estações
Carregada de contradições
Maldizeres e felicitações
Mas, entendida como nuvens de informações.

A Net que abraça o povo
Garante profundas mudanças
E favorece o novo

Internet que nos quer menino ou homem
Fora dela não nos socializa, nos toma, capitaliza
Enfim, nos domina, me consome.

Mário Gaudêncio
26 de outubro de 2011, Mossoró-RN
Comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca da Biblioteca Central Orlando Teixeira (UFERSA).

Representar

Representar a informação,
é uma arte, uma disciplina ou técnica?
Na verdade, é magia.
É uma forma de manifestação.

A representação transforma
Linguagem natural
numa surpreendente
Forma de Linguagem artificial.

Linguagem que se transforma,
Em tesauros e vocabulários
em glossários e classificações bibliotecárias.

Representar é organização,
favorece a preservação da memória
e potencializa a disseminação.

Mário Gaudêncio
Parnamirim, 25 de outubro de 2011
Homenagem a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

NUTSECA

NUTSECA
Nutre-se da seca
Seca que nutre
Núcleo de seca.

Sertão semiárido
Que serpenteia a vida
Aperreia a fome
E entristece a lida.

Sertão que alegra o povo
E é alegria do novo
Quando o grande verde é vigoroso.

Sertão de bela cor
De grandes chamegos
E de infinitos juninos festejos.

Mário Gaudêncio (24 de outubro de 2011).
“Escrito dentro do ônibus com trajeto de João Pessoa para Natal”.
Homenagem ao Núcleo Temático da Seca da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Escrito para as comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, 2011.

Catalogar

Pontos de acesso,
é uma iluminação
e o sucesso
é realizar a catalogação.

Se a poesia está em tudo
porque não imaginar
a declamação das formas
explícitas no ato de catalogar.

A biblioteconomia!
é o mais puro artesanato
onde a cognição é o instrumento de magia.

Do impresso ao eletrônico
não importa o formato
o que vale é o contato.

Mário Gaudêncio (Mossoró-RN, escrito inicialmente em 26 de novembro de 2008; previamente concluído em 04 de dezembro de 2008).