Onde está sua Biblioteca Escolar?

Por Mário Gaudêncio

Desde de 2010, uma série de ações e dispositivos estão sendo discutidos e implementados no Brasil quanto a Universalização, Parâmetros e Políticas para garantir as Bibliotecas Escolares em todo o Brasil. Isso se justifica por se perceber que existe um cenário preocupante quanto a quantidade e a qualidade destas Unidades de Informação. Temos seguramente um ambiente complexo e dicotômico.

Complexo, porque uma série de agentes sociais e públicos estão envolvidos dentro de um contexto de disputa e ideológico, onde o sonho de tornar real esta iniciativa, na maioria das vezes esbarra na condição política de cidade, periferia, vila, campo ou rincão.

Dicotômico, em virtude de, por um lado viabilizar uma legislação própria, mas com distorções locais sérias, pois na maioria das vezes órgãos executivos não estão nem um pouco preocupados com a execução da Lei, seja por uma questão cultural, de sensibilidade educacional ou por falta de conhecimento ou vontade política.

Pensar um Plano Nacional da Educação (PNE) ou um Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) sem assegurar nas bases da educação a inclusão das Bibliotecas Escolares e de Profissionais Bibliotecários, é o mesmo que mutilar os princípios básicos da educação, assegurados e garantidos como fundamentais frente as garantias constitucionais. É impossível refletir e gerir o fortalecimento educacional visualizando todas as suas condições, independente do nível de complexidade.

O que preocupa nesse contexto é o fator de, passados vários anos após a aprovação da Lei n. 12.244/2010, termos acompanhados pequenos impactos quanto a implementação efetiva destas Unidades Infoeducacionais, seja por ausência de mobilização dos movimentos de classe, dos profissionais ou pela ausência de disponibilidade e compromisso das representações políticas nos mais diversos níveis, nacional, estadual e municipal.

Várias legislaturas passaram nos últimos anos, mas pouco se fez. Estamos a poucos anos do prazo limite para que de fato a ideia de “universalização” seja efetiva, mas fica dúvida se de fato teremos Bibliotecas Escolares em todas instituições educacionais do Brasil.

Neste sentido, é cada vez mais preocupante visualizar o cenário que se aproxima! Será que ao final do prazo estabelecido pela Lei n. 12.244/2010, conforme expressa o artigo terceiro, teremos motivos para comemorar ou para lamentar?

A meu ver, se faz necessário uma forte articulação e pressão popular para possibilitar uma possível vontade política em efetivar a Lei nos mais diversos (5.570) municípios brasileiros (BRASIL, 2013, online).

REFERÊNCIAS

BRASIL. Decreto nº 7.559, de 1 de setembro de 2011. Dispõe sobre o Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL e dá outras providências. República Federativa [do] Brasil. Brasília,  05 set. 2011. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7559.htm>. Acesso em: 09 set. 2016.

BRASIL. Lei nº 12.244 de 24 de maio 2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País. República Federativa [do] Brasil. Brasília,  24  maio 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12244.htm>. Acesso em: 09 set. 2016.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. República Federativa [do] Brasil. Brasília, 25 jun. 2014. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm>. Acesso em: 09 set. 2016.

BRASIL. Cresce número de municípios no Brasil. Brasília: IBGE; Senado Federal, 2013. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2013/06/cresce-numero-de-municipios-no-brasil-em-2013>. Acesso em: 09 set. 2016.

O que está por trás do Pokémon Go?

Por Mário Gaudêncio

Recentemente visualizamos diversos comentários e dúvidas sobre o jogo “Pokémon Go”, que inclusive tem sido um sucesso internacional. Contudo, a tecnologia que está por traz dela é algo ainda mais surpreendente, pois a “realidade aumentada (RA) ou augmented-reality ( AR ) é a integração de informações virtuais a visualizações do mundo real (como, por exemplo, através de uma câmera)” (WIKIPÉDIA, 2016, online).

Temos em condições artificiais uma tecnologia capaz de criar um contexto híbrido que possibilita aproximar a civilização de um “mundo real imbricado”, incluindo determinados objetos visuais e sensoriais, sendo capaz de ser aplicado não apenas a área do entretenimento.

Talvez por isso que Cortella e Dimenstein (2015), digam que não existe mais uma linha tênue entre real e virtual. Um está contido no outro. Este cenário se fortalece cada vez mais quando temos a intenção de solucionar problemas do “mundo real” e não conseguimos. É também em virtude desse contexto que Bauman (2001) reflete a ideia de “modernidade líquida”.

Portanto, emular situações a partir da Realidade Aumentada (RA), será cada vez necessário para que tenhamos condição de iluminar questões tecnológicas, sociais e culturais ainda não equacionadas.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

CORTELLA, M. S. A Era da curadoria: o que importa é saber o que importa. Campinas: Papirus, 2015).

G1. Pokémon Go para IOS e ANDROID levará monstrinhos para mundo real. 2015. Disponível em: <http://g1.globo.com/tecnologia/games/noticia/2015/09/pokemon-go-para-ios-e-android-levara-monstrinhos-para-mundo-real.html>. Acesso em: 18 jul. 2016.

WIKIPÉDIA. Pokémon Go. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pok%C3%A9mon_GO>. Acesso em: 18 jul. 2016.

WIKIPÉDIA. Realidade aumentada. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_aumentada>. Acesso em: 18 jul. 2016.

Revistas espanholas em Ciência da Informação

por Mário Gaudêncio

Aos pesquisadores que se interessam em publicações científicas em língua espanhola, seguem algumas fontes de informação, conforme orientação do Laboratório de Tecnologias Intelectuais (2016, online):

Correo Bibliotecario | Crítica Bibliotecológica | El Profesional de la Informacion | Métodos de Informacion | Palabra Clave | Representación y Organización del Conocimiento | Revista Española de Documentación Científica | Revista Investigación Bibliotecológica | Revista Interamericana de Bibliotecología | Textos Universitaris de Biblioteconomia i Documentació

Tendo em vista os periódicos levantados e somados as revistas científicas de outras línguas como o inglês, português, alemão, francês ou italiano, por exemplo, será possível consolidar um arcabouço teórico e metodológico estratégico, atual e um diferencial ao processo de investigação científica.

REFERÊNCIAS

Classes de periodismo | LTI-UFPB | Tipos de periodismo

Livros sobre livros

Mário Gaudêncio

Aos amantes da leitura, segue um lista com dicas de livros que são motes para para falar de livros. Confira:

Representação da informação de cibercordéis em blogs: uma análise sob a luz da semântica discursiva

GAUDÊNCIO, Sale Mário; ALBUQUERQUE, Maria Elizabeth Baltar Carneiro de. Representação da informação de cibercordéis em blogs: uma análise sob a luz da semântica discursiva. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 14., 2013, Florianópolis. Anais… Florianópolis: ANCIB; UFSC, 2013. Disponível em: <http://enancib2013.ufsc.br/index.php/enancib2013/XIV enancib/paper/viewFile/22/146>. Acesso em: 04 nov. 2013.

RESUMO

Apresenta investigação que tem por objetivo geral analisar a representação da informação dos cibercordéis em blogs através dos procedimentos semânticos de tematização e figurativização, elementos centrais de identificação de temas no processo de indexação. Esta investigação se dá por entender que é cada vez mais importante trazer ao foco das discussões acadêmicas o processo de representação da informação, especialmente por perceber que são múltiplos os lugares que demandam investigações a partir desta disciplina. Uma delas é o cibercordel, que se utiliza dos recursos da web, especialmente dos blogs para conceber, representar e divulgar suas produções culturais. Isto faz com que seja possibilitado um ambiente oportuno para que os cordéis eletrônicos sejam compreendidos por meio da representação de seus temas, suas inspirações, seus anseios, seus motes, ou seja, de todas as suas particularidades construídas através da poesia popular que, neste caso, se apropria da web para ser perpetuada no seio da sociedade mundial. Conclui constatando que a representação da informação por meio da semântica discursiva se apresenta como mais uma forma real para indexar documentos observando todas as suas particularidades textuais (aspectos concretos e abstratos), fazendo com que os objetos virtuais, forjados na exclusivamente no ciberespaço tenham condições de serem mais bem organizados e consequentemente sejam recuperados de forma mais eficaz.

Palavras-chave: Representação da Informação. Cibercordéis. Semântica discursiva. Blog.

O Cordel como fonte de informação: a vivacidade dos folhetos de cordéis no Rio Grande do Norte

Sale Mário Gaudêncio
Maria do Socorro de Azevedo Borba

RESUMO

Apresenta uma caracterização geral da literatura popular (até 2005) objetivando analisar o nível de importância que vem sendo dada à literatura de cordel como fonte informacional no Rio Grande do Norte. Enfoca sua trajetória da Europa até o Brasil, levando em conta seu fortalecimento no nordeste brasileiro. Descreve o cordel a partir de um cenário que trata das décadas de ouro (1920-1950) do cordel e sua forma de classificar, de sua influência nas belas artes e do cordel no atual cenário potiguar. Mostra o que seja fonte de informação e a partir dessa ótica, o cordel como fonte de informação e o papel bibliotecário neste processo. Discorre sobre os procedimentos metodológicos trabalhados através uma discussão em torno da pesquisa, seu universo, seus atores, instrumentos (pesquisa bibliográfica, eletrônica e realização de entrevista focalizada) e seus procedimentos. Trabalha a análise dos dados a partir da relação cordel e cordelista e cordel e biblioteca. Com os dados, pôde-se fazer uma análise qualitativa dos resultados e identificar a atual situação do cordel no estado potiguar. Conclui apontando um parecer, as perspectivas e faz recomendações para a literatura de cordel no RN.

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