bibnewsbr realiza webinário sobre Bibliotecas Virtuais

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.

O Canal bibnewsbr realiza nesta sexta-feira (18/03/2022), a partir das 9:00, um Webinário com a temática “Bibliotecas Virtuais”.

Para discorrer sobre essa temática, convidamos a Bibliotecária Mestra, Keina Cristina S. S. e Silva, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

O evento receberá Inscrições e emitirá Certificados pela Plataforma Sympla, clique aqui.

Quanto a transmissão ao vivo, ocorre pelo nosso Canal no YouTube, clique aqui.

Em caso de dúvida, entre em contato por bibnewsbr@gmail.com. Aproveite a oportunidade e siga as mídias sociais @bibnewsbr, conforme vemos:

Webinário Bibliodiversidade

por Mário Gaudêncio, Bib. Dr.


O Projeto bibnewsbr, irá promover no Dia Internacional da Bibliodiversidade um Webinário em seu Canal no YouTube para discutir as percepções de pesquisadores sobre a temática da “Bibliodiversidade”, que festeja sua comemoração no dia 21/09.

Nesta atividade, o Webinário terá presença de:

  • Dra. Ady Canário de Souza Estevão (UFERSA), convidada
  • Dr. Helton Rubiano de Macedo (UFRN), convidado
  • Dr. Mário Gaudêncio (UFERSA), mediador

O evento acontecerá no dia 21/09 as 18:00.

Esta atividade também contará com inscrições e fornecimento de certificados por meio da Plataforma Sympla, ou pelo seguinte QRCode:

Produção científica brasileira em organização e representação da informação

por Mário Gaudêncio

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba através dos doutorandos Odete Máyra Mesquita Sales e Sale Mário Gaudêncio e da professora Dulce Amélia de Brito Neves, acabam de publicar o artigo intitulado “Produção científica brasileira em organização e representação da informação: estudo bibliométrico nos periódicos Qualis A” em um dos periódicos mais importantes do Brasil para área “Comunicação e Informação”, que é a revista Encontros Bibli, gerido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina.

A pesquisa objetiva identificar, nos periódicos científicos com maior Qualis (estratos A1 e A2), a produção científica brasileira sobre a temática da Organização e Representação da Informação publicada na área da Ciência da Informação no período de 2007 a 2016 (últimos 10 anos). Metodologicamente, a coleta e a análise dos dados foram basiladas por meio de um estudo bibliométrico. Como resultados, foi percebido que, dentre os periódicos nacionais e internacionais, temos uma produção científica “doméstica”. Percebeu-se que as principais revistas que publicam pesquisas no campo da temática “Organização e Representação da Informação”, foram: a) Informação & Informação (UEL); b) Encontros Bibli (UFSC); e c) Transinformação (PUC-Campinas). A pesquisa mostra ainda que os autores mais representativos quantitativamente, em número de publicações, escrevem em sua maioria em colaboração.

Para acessar a íntegra do artigo, basta clicar aqui.

REFERÊNCIA

GAUDÊNCIO, M. S.; SALES, O. M. M.; NEVES, D. A. de B. Produção científica brasileira em organização e representação da informação: estudo bibliométrico nos periódicos Qualis A. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 23, n. 53, p. 16-24, set./dez. 2018. Disponível em: <https://bit.ly/2wNppmR>.

O que esperar de uma Biblioteconomia EaD?

por Mário Gaudêncio
Postado em: 23/03/2018
Atualizado em: 09/04/2018

O que a fazer para responder a ausência de bibliotecários em unidades informacionais escolares? Para tentar responder a este problema-chave, a Capes lançou no dia 23/03/2018, o curso nacional de bacharelado em Biblioteconomia na modalidade a distância (BibEaD).

Para viabilizar a proposta, a UAB (2018, online), recomenda que o BibEAD seja “um curso do Sistema Universidade Aberta do Brasil, com projeto pedagógico de curso nacional de bacharelado em Biblioteconomia na modalidade a distância […]”.

Nesse sentido, a Capes (2018, online), observa que o curso “[…] é resultado de uma parceria entre a CAPES, o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem por objetivo suprir a carência de bibliotecários, bem como a necessidade de atender a Lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino até 2020, com a presença e atuação do profissional bibliotecário em todas as bibliotecas instaladas no país”.

Esta proposta na modalidade a distância, apesar de buscar responder a demandas sociais e de mercado, terá profundos desafios para que se consolide no cenário nacional. Vê-se que, a partir do momento que seu funcionamento for efetivado, será preciso concomitantemente construir uma forte rede de articulações ativas e altivas para que os profissionais oriundos destes possam ser inseridos ao mercado de trabalho, especialmente em bibliotecas escolares.

Vale lembrar que estas unidades de informação citadas, por um lado, funcionam de maneira precária, por outro, nem existem enquanto estrutura física. Nesse entremeio, está a total despreocupação com “coisa pública” pelos parlamentares e executivos das esferas públicas.

Portanto, a tarefa da implementação do curso de biblioteconomia traz a reboque diversas questões, que para serem solucionadas, será necessário muito mais que consciência de classe.

Para acessar o Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Biblioteconomia na modalidade a distância, clique aqui.

Para acessar a Bibliografia do Projeto Pedagógico do Curso (versão preliminar), clique aqui.

Para acessar o Folheto Informativo, clique aqui.

Para maiores informações, acessar o portal da Capes e da UAB.

Carta de uma bibliotecária que vê sentindo na estabilidade

escrito pela bibliotecária Suzelayne Eustáquio de Azevedo*
colaboração de Fábio Cordeiro

Sr. Helio Gurovitz, enquanto leitora assídua de sua coluna na Revista Época e do seu blog no G1 gostaria de registrar um esclarecimento acerca do que foi escrito no dia 12 de março do presente ano. O texto denominado “Os privilégios do funcionalismo”, sem dúvida é de uma relevância indiscutível para a sociedade civil, no entanto o Sr. cometeu um grave descuido ao citar bibliotecários e faxineiros enquanto profissões cuja estabilidade “não faz sentido” na Administração Pública, o que revela claramente uma visão equivocada por parte de sua pessoa, não só quanto às categorias supracitadas, mas quanto ao funcionamento do serviço público como um todo.

Que ironia ler eu texto no dia em que se celebra a profissão (12/03), e vê-la citada, segundo o Sr., num rol de profissões que não deveriam ter direito à estabilidade do serviço público.

Para sua curiosidade Sr. Hélio, a citada profissão reconhecida e consolidada, só pode ser exercida por graduados em biblioteconomia (sim, para ser bibliotecário é preciso ter nível superior). Profissão esta, que sem dúvida, foi elementar à formação intelectual que hoje o Sr. possui, o que certamente proporcionou subsídios para que alcançasse a posição de status que atualmente ocupa… ou será que ao longo de seus cinquenta anos o Sr., enquanto jornalista conceituado, jamais frequentou uma biblioteca, mesmo que na infância?

A Biblioteconomia trouxe grandes contribuições para o avanço da Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil por meio do suporte ao ensino, pesquisa e extensão. Atualmente continua sendo aparato à produção intelectual no País, inclusive em instituições governamentais, reunindo, organizando e disponibilizando a documentação bibliográfica destas entidades em meio impresso ou eletrônico, incentivando assim, a construção e gestão do conhecimento. Tarefa de alta complexidade que requer conhecimento especializado para, sobretudo, garantir o direito de acesso à informação aos cidadãos (conforme determina o Art. 5º, inciso XIV da Constituição Federal), o que configura um desafio em muitas repartições públicas que sofrem com o “câncer” da corrupção e do ataque à liberdade de expressão que assolam este país.

Além da Ciência e Tecnologia, acredite Sr. Hélio, os bibliotecários prestam outros inúmeros serviços nesses órgãos como atendimento ao setor jurídico, assessoria em comunicação, gestão e fiscalização de contratos, planejamento estratégico, gestão documental e arquitetura de informação. Surpreso?? Deixe-me revelar mais coisas: instituições internacionalmente conhecidas pela sua seriedade, compromisso e credibilidade como a Nasa e a ONU recorrem aos préstimos dos bibliotecários e de outros profissionais em ciência da informação para manter seus repositórios informacionais e conferir o tratamento necessário aos seus registros documentais. Isto, certamente, deve-se ao reconhecimento destes órgãos à real importância do papel do profissional em questão.

Sem falar nos órgãos públicos nos quais os referidos profissionais compõem parcial ou integralmente a área finalística como no caso da Fundação Biblioteca Nacional, instituição centenária, criada ainda no tempo colonial, que incessantemente assume a difícil função de reunir, monitorar e salvaguardar toda a produção bibliográfica brasileira (nosso legado memorial).

O que falar então dos faxineiros?? Acho que nem preciso ressaltar a importância destes em qualquer organização. Certamente, imagino eu, que antes do Sr. tomar o seu café e ler este texto (se é que se dará ao trabalho de lê-lo), alguém limpou e organizou a sua mesa, o banheiro que o Sr. usa, a escada por onde passa, tornando seu ambiente de trabalho salubre, enquanto arrisca a própria saúde e integridade física

Bom… pelo menos aqueles que prestaram concurso público tem um regime que lhes é um pouco mais favorável nesta árdua tarefa de servir aos que muitas vezes os desqualificam. Agora “faz sentido” Sr. Hélio?

O Sr. que é um jornalista tão renomado, ao tratar de tema tão importante deveria avaliar melhor os exemplos que usa, pois, um mestre das palavras deve ter ciência de sua responsabilidade na hora de usá-las para não tirar o foco da mensagem principal, que não era o bibliotecário, mas a estabilidade. Infelizmente o seu comentário acabou causando um tremendo mal-estar em toda uma categoria que poderia até mesmo concordar com seu ponto de vista.

Aos faxineiros e bibliotecários, um brinde a nós! Que trabalhamos honestamente, ainda que alguns não nos achem merecedores de estabilidade.

*Com adaptações
#Bibliotecari@s #Junt@sSomosMaisFortes

O que queremos das bibliotecas?

por Mário Gaudêncio

CONTEXTUALIZAÇÃO

Ao longo da história, a educação brasileira tem vivido sob constantes transformações. Nesse contexto, percebemos cenários dicotômicos de avanços e retrocessos.

A partir desta conjuntura, quando tratamos de educação também pensamos nas bibliotecas, que ao longo de sua existência tem sido em sua maioria negligenciada pelo Estado, salvas as últimas iniciativas provocadas pela sociedade e as entidades de classe ligadas a educação e ciência da informação. A exemplo disso, está o Conselho Federal de Biblioteconomia, que tem ampliado o número de debates em torno da importância da biblioteca para o processo de democratização da informação e fortalecimentos frente as ações docentes nos ambientes educacionais.

Não é uma tarefa fácil, pois requer de uma complexa engenharia para reunir forças, ampliar e aprofundar o debate, sem contar na difícil tarefa de sensibilizar o poder público para que seja percebida a necessidade de dispor de unidades de informação nos mais diversos lugares, seja na cidade ou no campo.

Face a isso e mesmo com o atual cenário brasileiro de instabilidade, vitórias podem ser comemoradas, como é o caso da Lei 12.244 (BRASIL, 2010, online), que trata da “universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País”. Felizmente, existe um entendimento de que esta luta não será finalizada com a lei mencionada, tanto é que novos debates estão em curso. Dentre eles, podemos observar dois, respectivamente:

a) Projeto de Lei 28 (SENADO, 2015, online), que “institui a Política Nacional de Bibliotecas” (SENADO, 2015, online);

b) Projeto de Lei 6.038 (CÂMARA, 2010, online), que “regulamenta o exercício da atividade profissional de Técnico em Biblioteconomia”.

Do ponto de vista legal, ações estão refletidas com a intenção de propor uma política de Estado capaz de responder a diversas demandas educacionais, que por muitos anos foi silenciada ou negligenciada pelos representantes políticos.

AMEAÇAS

Recentemente vínhamos visualizando investimentos que valorizavam as estruturas físicas e de equipamentos para renovação ou criação de bibliotecas face ao que estava determinado pela  Lei 12.244 que, inclusive propunha como meta a necessidade de tornar obrigatória a presença de bibliotecas em todas as escolas públicas e privadas em torno o território nacional.

Porém, muito deste sonho estava alicerçado no processo de partilha do pré-sal que, destinaria recursos substanciais à educação. Aliado a isso estão os possíveis congelamento de investimentos à área de educação, preconizada pela PEC-241 (CÂMARA, 2016, online), que “altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal”.

Observando este cenário, aquele que poderia ser o “período de ouro” às bibliotecas brasileiras, pode se transformar em uma época de “sonhos perdidos”, finalizados pelas mãos do próprio Estado, aquele mesmo que formalizou o sonho, agora ameaçado.

SONHOS ESPERADOS

Bem, mesmo com atual cenário de incertezas, se me fizessem a pergunta:

– O você quer de uma biblioteca?

Eu simplesmente responderia:

– Quero tudo! Quero que seja pensada a partir de uma política de Estado de longo prazo, onde as bibliotecas sejam concebidas e reconhecidas como espaços estratégicos voltados para promoção da educação e valorização da cultura. Que permita que, desde a mais tenra idade possibilite o acesso ao conhecimento registrado, independentemente de classe, ou gênero, por exemplo. Que este espaço seja apresentado como um lugar de encontro,convívio, integração e libertação comunitária. Que este ambiente permita revelar valores culturais silenciados para minoria hegemônica, que em condições normais, dificilmente poderá ascender aos palcos das artes populares ou eruditas. Que permite um lugar prazeroso onde bibliotecários, professores, artistas convivam em harmonia, celebrando a arte do saber.

Talvez pensando assim, não só nos tornaremos instrumentos da mudança educacional, mas também daremos respostas às concepções arraigadas um modelo de sociedade que fortalece, mesmo que intuitivamente, ou seja, sem a intenção de fortalecer o estereótipo de que a biblioteca é apenas percebida como “um lugar para pesquisar ou estudar”, e tendo motivação, simplesmente”ler livros para pesquisar ou estudar”, conforme é expresso pela pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, promovida pelo (FAILLA, 2016, online).

Na minha concepção, ela vai muito mais além do que isso, conforme expresso anteriormente, contudo, com a atual realidade, será de se comemorar se sua cidade existir uma biblioteca, seja qual for a modalidade para que você possa viver o sonho de “surfar nas ondas do saber”, com toda liberdade possível e imaginável.

ILUMINAÇÕES TEÓRICAS

BRASIL. Lei n. 12.244, de 24 de maio de 2010.Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, 24 maio 2010. Disponível em: <http://www.cfb.org.br/UserFiles/File/Legislacao/Lei%2012244.pdf>. Acesso em: 21 out. 2016.

BRASIL. Senado Federal. Projeto de Lei n. 28, de 11 de fevereiro de 2015. Institui a Política Nacional de Bibliotecas. Senado [da] República Federativa do Brasil. Brasília,  11 fev. 2015. Disponível em: <http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/119687>. Acesso em: 21 out. 2016.

BRASIL. Câmara Federal. Proposta de Emenda à Constituição n. 241, de 15 de junho de 2016. Câmara [da] República Federativa do Brasil. Brasília, 10 out. 2016. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2088351>. Acesso em: 21 out. 2016.

CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA. Projetos de lei de interesse da classe bibliotecária em tramitação no Congresso Nacional. Disponível em: <http://www.cfb.org.br/projetos.php?codigo=24>. Acesso em: 21 out. 2016.

FAILLA, Z. (Org.). Retratos da leitura no Brasil. Rio de Janeiro: Sextante; Instituto Pró-Livro, 2016. Disponível em: <http://prolivro.org.br/home/images/2016/RetratosDaLeitura2016_LIVRO_EM_PDF_FINAL_COM_CAPA.pdf>.