Sale Mário Gaudêncio
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Segundo Ramos (apud Lajolo e Zilberman, 2005, p.44) “não tentei cair em três armadilhas comuns nas histórias infantis de que me lembro: na de tom piegas ou sentimental; nenhuma referência concreta ao chamado mundo real (é um conto ‘maravilhoso’); nenhuma distinção precisa entre crianças e adultos”. Graciliano promove olhares infanto-juvenis a partir de inquietações que precisam ser comungadas. Às vezes, leituras ficam sobre as cortinas de fumaça que impregnam o viver nordestino, sufocando as entrelinhas que devem ser regojizadas. De acordo com Lajolo e Zilberman (2005, p.67) “De um modo ou de outro se enraíza uma tradição – a de proposição de um universo inventado, fruto, sobretudo da imaginação, ainda quando esta tem um fundamento social e político”. Para tanto, por que escrever uma obra infante onde tem como protagonista do enredo um menino da cabeça pelada, com olhos de cores díspares? Por que um menino diferente de todos? Por que a vergonha para uma criança? Assim, é Raimundo “pelado”.
REFERÊNCIA
GAUDÊNCIO, S. M. ; RIBEIRO, M. L. M. . ‘A Terra dos Meninos Pelados’ – Graciliano Ramos: uma releitura do texto literário em relação à sociedade, 1., In: COLÓQUIO NACIONAL DE LINGUAGEM E DISCURSO, 2008, Mossoró-RN. Anais… Mossoró-RN: UERN, 2008. p. 1-10. Disponível em: <http://anaisdoconlid1.blogspot.com.br/2011/09/grupos-de-trabalho-gts-gt-1.html>. Acesso em: 14 jul. 2013.