por Mário Gaudêncio
Aquele corredor entre o esquisito e o nada, Me levava ao meu momento e lugar prediletos, ao menos até aquele dia. Como nada pode ser coincidência e o incerto pode ganhar vida, do nada... a claraboia treme, a porta começa a ranger e o chuveiro a gotejar. Por um instante, silêncio, mas... De repente, surgem três batidos na porta que [separava o corredor aterrorizante do banheiro. Eu já não conseguia fazer mais nada. toc, toc, toc... alguém batia! E eu, tremia! A minha atividade compenetrada, acabara de ser interrompida. Suei, sofri e fiquei amarelo-água, eu acho! Após duas horas na mesma posição e com as calças na mão, saí... Primeiro um rabo de olho, depois, aquelas verdejantes mãos, por fim, o desfalecido corpo. Acho que o fantasma foi embora, eu pensei! Devia ser aquela pessoa que morou a vida toda aqui e que por aqui ficou. Vou ali perguntar às minhas corajosas amigas o que pode ter sido isso! pois, elas são muito arrojadas é dessas coisas não [temem.