Súplica ardente
de um caos social
que não dá sentido
a um mundo moral.
Súplica fria
de uma gotícula d’água
que não limpa,
mas suja o homem e o deixa sem anágua.
Ao fazer tanta coisa errada,
estamos atirando no próprio pé.
É momento de substituir
o prazer pela fé.
Morra quem morrer,
mate quem matar,
sofra quem sofrer,
comigo, o que irá acontecer?
Em um gótico e exótico cenário
da surrealidade de uma mistura diluída de cores,
acabaram como todos os amores,
restaram súplicas e dores.
Mario Gaudenzi
Parnamirim, RN (19 de outubro de 2008).