por Mário Gaudêncio
Sob o teto daquela angústia de inverno, recebemos doses cavalares de água suja. Era turva, fedorenta e cheia de perigo. A feiura daquele momento nos deixou estarrecidos, o sentimento era de profundo medo, vivenciávamos uma grande apreensão. Torcíamos para que aquela chuva fosse embora e que não tivéssemos que presenciar um banho de água, misturado àquelas fezes de morcego.
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