Morte

Mário Gaudêncio

Deitado com o esmaecer do sol, fulgurante como a chegança do aniversário. Ela é o momento da verdade e do entusiasmo que te leva do presente a transfiguração, ao encantamento que o deixará encapsulado como aquela pretensa borboleta amarela com traços enferrujados e fustigantes do sol doloroso do meio-dia.

A morte, quando chega, pode ser alegria, tristeza, libertação da angústia, do agouro ou da malcriação. Ela pode ser alívio ou álibi para os malfeitores, podem gerar dúvidas ou certezas cercadas por um ponto final, jamais vírgula ou ponto e vírgula, podendo talvez ser uma reticência.

O outrora apenas será como foi com muitos outros. O pretérito ficou e o futuro já não mais existirá. A dúvida que se tinha como seria, agora é a certeza de quê, de fato esta experiência pode ser mórbida, alegre ou fugaz.

O certo é que certeza não se tem e dúvida é só o que convém. Mas, advém pensar que, ao chegar, o ato te remeta a boas lembranças e te afaste dos fundamentalismos e dos mais cruéis tipos de intolerâncias e violências.


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